Questão de matemática: são 33 anos de idade, dos quais 17 foram em Belém-Pará-Brasil. O restante foram vividos na Holanda, aonde continuo.
10 são os anos de relação amorosa [e mental] com Amore. Na verdade, nem sei por que o chamo de Amore, já que não falamos Italiano,
só Holandês, mas vai lá! Numa relação muitos detalhes são inexplicáveis mesmo... Nos casamos em 2005. Temos 2 gatos [Master Yoda e Skywalker], uma casa e umas 3 árvores no quintal.
Ou seja, já alcançamos o sonho dos Holandeses "Huisje, Boompje en Beestje" e o que vier a mais é experiência.
Sendo filha de um Holandês aventureiro e uma Belga da melhor safra, a única coisa que me resta é conquistar os 7 mares.
Okei! Em 2008 eu dei a volta ao mundo, mas ainda faltam muitos sonhos para serem conquistados... ;)
Sejam bem-vindos ao meu recanto!
Holandesa
Minhas histórias...
Terça-feira, Outubro 30, 2007
Bookcrossing...
Há alguns anos atrás eu ouvi falar da idéia do Bookcrossing. Um site onde vc registra um livro e depois o deixa em algum lugar público para uma outra pessoa achar e pegar para ler. Em seguida a pessoa repassa o livro da mesma forma...
Registrando o livro no site, ele recebe um código e vc coloca detalhes de quando e do lugar exato onde vc deixará/deixou o livro, como por exemplo: um telefone público na rua tal, num Starbucks X, num trem pra Paris, no aeroporto de Veneza, enfim, aonde vc quiser... Quem achar o livro pode ir ao site para obter as informações de sua origem, mas também da sua opinião do livro... e assim por diante.
Além da opção de deixar livros, também é possível ir à caça deles pela(s) cidade(s). Tem gente até que faz uma verdadeira aventura para encontrar um livro!...
Vários países já fazem parte da comunidade do BookCrossing e com isso os fundadores estão conseguindo alcançar o objetivo deles: de fazer do mundo inteiro uma biblioteca gigante. No momento o site já tem mais de 602.000 membros e 4.300.000 de livros registrados (!).
Eu estou pensando seriamente em fazer parte desta comunidade. Estou pensando em levar o “The Shadow of the Wind” [que eu amei] para a minha viagem à Toronto e deixá-lo na torre do Canada. E depois ver aonde ele vai parar... talvez em algum “Cemitério de livros” por aí?... Ou quem sabe, o livro acabe viajando por mais países do que eu?...E romantismo ou não, mas quem achou um livro não seria por causa do "destino"? Para quem gosta de livros, não consigo imaginar que isso não faria o dia da pessoa em questão...
Anyweg, quem quiser mais informações ou participar desta corrente ativa de livros, basta ir ao site http://www.bookcrossing.com/ e se registrar.
Sábado tivemos a festinha de 60 anos de casado dos avós de Amore. Foi um grande dia para eles e com muitas emoções. Já na semana passada eles receberam uma carta oficial da Rainha da Holanda parabenizando pelas bodas e no dia, o próprio prefeito da cidadezinha apareceu na festa para cumprimentá-los.
Eu mesma fiquei com um nó na garganta em ver quanto carinho eles receberam dos familiares, amigos e da comunidade da cidadezinha por essa vida que eles já levam à tanto tempo juntos. Foi comovente!
E eu fico feliz que aqui na Holanda eles reconhecem e valorizam essas conquistas à dois...
Eu e Amore passamos boa parte do evento registrando. Amore foi o fotografo e eu filmei o evento.
Fico pensando o quanto é bom registrar esses momentos de família principalmente para o futuro... Foi ótimo ver a vó (81) dançando e rindo como uma criança feliz e o avô (89) fumando o seu cigarro no seu paletó mais chique como um verdadeiro chefe-de-família.
A gente nunca sabe por quanto tempo alguém ficará ao nosso lado e são essas lembranças que a gente quer guardar e passar adiante para a próxima geração.
Enfim, foi bom, foi especial e foi memorável...
Fotos... Betinha disse algumas vezes pra eu deixar a minha franja crescer para colocar o cabelo pro lado ou fazer um corte que eu ainda não sei bem direito, mas que de acordo com ela, ficaria bem legal comigo.
Bem, eu estou deixando a franja crescer. Não está sendo fácil... nada fácil, amiga! Por que a franja já chegou naquele comprimento “irritante” que fica caindo na vista e eu detesto essa fase principalmente quando eu passo hoooras atrás do pc trabalhando. Eis um dos motivos por que eu já uso franja há tantos anos que eu nem sei dizer quando foi a última vez que eu tive um corte sem franja. Mas, enfim, aqui vai as últimas fotos da minha cabeleira e veremos se é mais ou menos isso que Betinha tinha em mente para mim...
Eu e a minha cunhada Holandesa. Pergunta: quem parece mais Holandesa na foto?
Eu e Amore
E no domingo... Eu fui junto com a minha irmã Kika para Amsterdam reabastecer o meu estoque de produtos Brasileiros da loja Brasileira.
Para a minha surpresa e felicidade, a FinalmenteBrasil está vendendo peças de Picanha congelada e eu que sou f-i-s-s-u-r-a-d-a em Picanha fiquei filix, filix!. Comprei 13 peças [calma, não é tudo para mim! Só 8 são...] e mais outros produtos maravilhosos como guaraná, farofa com carne seca, pãozinho de queijo, goiabada, polpa de frutas, doce de leite e assim vai...
Agora eu posso sobreviver os próximos 6 meses sem precisar ir para Amsterdam de novo...
[Ai, eu já estou pensando na minha picanha ao alho no forno com uma farofinha do lado... hummmmm! É tão boaaa!...]
E a semana... Promete! Preciso terminar hoje a minha apresentação para sexta-feira em Toronto. Também tenho que acertar todos os últimos detalhes – que são muitos – até amanhã de manhã. Depois disso, eu não terei tempo pra mais nada...
Como diria dona Claudinha: Viva a Vida Selvagem!
Sexta-feira eu me comprometí de ir malhar com um colega depois do trabalho. Tamanha sexta-feira, haja coragem!
Mas até que dessa vez eu estava bem-disposta. Acho que depois das semanas estressantes que eu passei, eu finalmente arranjei vontade para fazer outra coisa que não fosse trabalho e casa...
Eu ando com a consciência pesada por que o tempo está passando e eu ainda não treinei para a caminhada de 17kms que Amore e eu queremos fazer nas montanhas vulcânicas da Nova Zelândia. Já imaginou chegar lá e ter que jogar a toalha no ringue sem nem ao menos ter tentado?
Enfim, na sexta eu fiz 3 kms de caminhada na esteira com inclinação montanhosa. Minha média foi de 1 km por 11 minutos, o que indica quase 6 kms por hora...
Para treinar a distância, eu estou pensando em fazer uma caminhada da minha casa para o centro de Den Bosch (+/- 15 kms ) e que eu devo cumprir em 3 horas de acordo com a minha média.
É claro que não dá para comparar com a caminhada que queremos fazer na NZ, por que lá será em terreno montanhosa e aqui na Holanda é tudo plano, mas eu tenho que descobrir se eu consigo – pelo menos – aguentar a distância...
Quem lê esses meus planos deve estar pensando que eu devo “adorar” caminhada. Pior que não... Mas, às vezes, para conseguir alcançar um sonho ou experienciar algo divino, você tem que superar os seus desgostos e a você mesmo. Só assim você pode julgar se algo valeu à pena ou não.
Pode até ser que quando eu chegue lá para fazer a caminhada que ela não vá adiante por causa do tempo. Mas, eu tenho que pelo menos estar preparada para fazê-la. Não posso perder a oportunidade de vivenciar algo espetacular por preguiça de malhar...
Na verdade, eu tenho pelo menos uns 10 motivos para [voltar] a malhar:
1- [voltar a] perder pêso.
2- melhorar a minha condição física
3- minha saúde
4- aumentar a produção de endorfina [melhora a memória, o (bom) humor, resistência/sistema imunológico e antienvelhecimento]
5- melhorar a digestão & metabolismo
6- me sentir bem “na pele” e nas minhas roupas
7- ter mais energia, disposição
8- descarregar o estresse & ter uma válvula de escape
9- me concentrar/ focalizar nos meus planos de férias
10- ter uma solução para o inverno em vez de ficar “presa” dentro de casa
E nenhum motivo contra...
E foi nisso que eu fiquei pensando durante a 1hr e meia que eu malhei na sexta. Saí da academia me sentindo super-bem e me comprometendo de fazer pelo menos 3 vezes por semana e caminhadas nos findis...
O ralado foi chegar em casa e ter para jantar um prato de massas com camarão e mexilhão...
Amanhã tem uma festinha dos 60 anos de casados dos avós de Amore. Impossível não pensar que 60 anos é uma vida inteira.
Acho que atualmente e futuramente a chance de um casal comemorar 60 anos de casado é [quase que] uma exceção - como se fosse um clube exclusivo e de difícil acesso.
Amore diz que também quer viver [saudável] até 100 anos [ou mais] e comemorar todas as bodas possíveis.
Já eu, não. Prefiro viver e aproveitar bem o tempo que eu tiver. Não quero viver até os 100 anos...Quem morre por último é o que mais perde na vida. Perde os irmãos e às vêzes, até os próprios filhos primeiro... Por mais religiosa e espírita que eu seja, eu não consigo me ver passando por todas essas dores.
Tenho que dizer que no aspecto vida e morte Amore e eu somos bem diferentes. Ou até mesmo com relação aos Holandeses em geral, já que para começar a maioria dos Holandeses são ateus.
Logo no início da nossa relação eu fiquei abismada com o fato de Amore não acreditar em nada. De acordo com ele, quando o corpo morre, morre tudo. Não adianta falar de religião com Holandeses ateus, para eles tudo precisa de provas e fatos cientificamente comprovados da existência de algo mais além dessa vida. A palavra fé não existe no vocabulário deles...
Me lembro quando o meu pai morreu, Amore [que não o conhecia direito] ficou inconsolado. Minha mãe, minhas irmãs e eu não sabíamos o que fazer no início. Enquanto a gente buscava conforto e força na nossa espiritualidade, Amore não tinha nada, só um vazio.
É difícil para uma pessoa religiosa aceitar que uma pessoa possa ser ateu. Ainda mais por que para julgarmos que uma pessoa seja “do bem” é imprescindível que ela tenha uma religião. Do outro lado, isso não implicaria automaticamente que uma pessoa sem religião seria uma pessoa do mal?... Qual é a cor mais bonita? Preto ou Branco?... [Amore diria: cientificamente, nenhum dos dois, por que ambos não são cores... Eis a lógica Holandesa!].
Quando Amore me pediu em casamento e começamos a falar sobre como queríamos, eu disse que gostaria de casar na igreja pelo meu elo com o meu pai e da minha vó [já falecidos]. Pra mim, essa era a melhor maneira de fazer com eles voltassem a fazer parte da minha vida e num dia tão especial. Amore aceitou o meu pedido sem problemas e participou de todos os detalhes para a cerimônia na igreja [fez o livrinho, deu sugestões para a cerimônia, escolhemos juntos as músicas, os textos, fomos as aulas do pré-matrimônio juntos e enfim,... participou em tudo].
No dia do casamento, durante a cerimônia religiosa, Amore ficou muito emocionado e disse que aquilo não poderia ter faltado. Definitivamente, o nosso casamento na igreja fez com o que o dia fosse mais-que-perfeito...
No final das contas, depois de alguns anos da relação e das experiências vividas, eu aprendi a aceitar e conviver com o ateísmo de Amore e ele com as minhas crenças. Ainda não sei como vai ser quando tivermos filhos e eu querer batizar-los. Mas, eu já cheguei à conclusão que Amore é muito mais religioso do que muitos que se pregam reliogosos por aí.
Mesmo não sabendo ou tendo consciência do fato, os princípios dele são baseados nos 10 mandamentos da igreja e isso já é muito mais do que se vê nas pessoas por aí hoje em dia....
Tive uma conversa com o meu gerente mais alto dentro da empresa. Foram 45 minutos jogados fora sem dizer nada com nada. Sem compromisso, sem responsabilidades, sem interesse...
Que talento!...
Preciso, urgentemente, seguir o curso que ele seguiu!...
O tempo passa, os sonhos mudam, os medos crescem... É isso que eu tenho notado com o passar dos anos...
Antigamente um dos meus grandes sonhos era fazer um projeto no Brasil através da Holanda. Sempre pensei que o que eu poderia oferecer de melhor para uma empresa era o meu conhecimento em línguas, além do conhecimento cultural no caso do Brasil.
Mas as oportunidades nunca surgiram...
Agora, o meu líder do projeto Nr1, disse que na divisão deles a empresa está desesperada para achar alguém que conheça o Brasil e fale a língua para comandar um projeto lá.
Ele me ofereceu alí a oportunidade dos meus sonhos...
Eu disse pra ele que São Paulo não me atraí nenhum pouquinho [por mais que eu poderia curtir mais o meu irmão e sobrinhos que moram lá], eu não me sinto bem naquela cidade.
No que ele disse que o projeto seria em Recife e não em SP.
Putz, o “sonho” estava melhorando a cada minuto!
Obviamente que nesse caso as coisas mudam. Recife é muito mais legal pra ser viver por uns tempos do que SP [Desculpa aí Paulistas!]. Faz calor o ano todo, passeio de praia no findi, camarão fresco todo santo dia, fazer novos e rever antigos amigos que moram lá seria muito, mas muito legal. Eu sei que poderia ser feliz lá... Mas, sinceramente, o sonho mudou...
Ir para o Brasil, por curto tempo, eu toparia numa boa, mas morar lá por um ano mesmo com um apto com vista pro mar pago pela empresa, vivendo lá com o meu salário Holandê e até com Amore, não está mais nos meus planos...
É impressão minha ou será que quanto mais velho a gente vai ficando, mas “ancorado” a gente fica a nossa situação?...
Agora nós temos uma casa própria, moramos na mesma rua com as minhas 2 irmãs e sobrinhos que eu vejo a qualquer hora, temos 2 gatos que eu amo profundamente que quando eu viajo eu já choro de saudades, tenho a minha mãe perto de quem eu quero ficar mais perto ainda, depois do que aconteceu... E ainda tem Amore, que para ir junto, teria que largar o emprego dele que ele tanto gosta e que foi difícil de conseguir...
O que vale realizar um sonho se tudo o que eu mais amo estará longe de mim?...
Viagem marcada. Quarta-feira que vem eu vou pra Toronto. Chegarei na própria quarta e terei a quinta para passear. Quinta à noite chega o líder do projeto. Sairemos para jantar e iremos nos preparar para o próximo dia que será looongo.
A sexta-feira começará cedo com uma reunião com os manda-chuvas da empresa. Em seguida temos a nossa apresentação e mais uma série de reuniões à seguir. Depois iremos a mais um jantar e seguiremos de lá direto para o aeroporto pegando o vôo da meia-noite pra Holanda com previsão de chegada no final da manhã de sábado.
Será realmente uma viagem bate-e-volta com direito à 16hrs de vôo, 6 horas de diferença para um dia pesado de trabalho. Irei e voltarei quebrada – ainda mais por que não consigo dormir em avião, mas pergunta se eu estou reclamando??... Eu estou é amando!
Aproveitarei o meu dia de folga na cidade para fazer passeios turísticos. Estou looouca para ir na CN towers [a maior torre do mundo – atualmente com 553 metros de altura] e andar no piso de vidro que eles fizeram no alto da torre com vista para 350mts abaixo dos seus pés.
[Definitivamente, não é algo para se fazer se vc tem medo de altura... ]
Vista de Toronto e da Torre.
350mts olhando pro chão através do piso de vidro. Quem se atreve?
Fora isso quero ir ao shopping! Faz um século que não saio para fazer compras e eu estou precisando de umas roupas novas pro inverno.
Mas o que me está deixando realmente feliz, feliz é que eu vou matar saudade da Starbucks.
Será que eu já falei aqui que eu a-d-o-r-o a Starbucks!? Ai, o Caramel macchiato deles... hmmmm! É uma felicidade desigual!
E só o fato d’eu viajar, estar em outro lugar, um lugar que eu ainda não conheço e com direito à paz de espírito, simplesmente, não tem preço!
Preciso dizer que estou ansiosa?....
Mudando do rato pro gato...
De fato, todos os gatos desse mundo devem saber do meu carinho e amor pelos felinos.
Ontem à noite um gato perdido achou o caminho da minha casa. Vejam que geralmente acontece ao contrário, eu acho gatos perdidos no meio do caminho, mas esse foi bem mais esperto!
Ele é um gato novinho, deve ter uns 6 mêses e chegou à nossa casa pelo quintal. Quando ele viu a portinha dos nossos gatos, ele entrou e ainda soube ir para o primeiro andar onde eu ponho a vasilha de comida dos gatos.
Amore o achou se esbaldando na comida dos nossos gatos, comendo como um desesperado.
Depois de termos ido de casa em casa procurando o dono do gato, descobrimos que o bichinho já está rondando o nosso bairro faz semanas e que ninguém sabe quem é o dono.
Moral da história: o gatinho está lá em casa. Já mandamos um e-mail com a foto do gatinho pro AMIVEDI [Instituição de animais achados e perdidos] para ver se achamos o dono.
No final das contas, meus gatos não estão gostando muito de um gatinho novo no pedaço. O Sky [o grandão] está com medo de ser trocado por um mais novo e mais magro. Coitado! E o Yoda só quer distância do gatinho, por que ele detesta concorrência...
O dia não começou bem.
Ultimamente ando muito estressada por causa do meu trabalho e o que eu noto é que eu estou cometendo os mesmos erros outra vez.
Será que eu nunca aprendo? Quantas porradas eu tenho que levar na cabeça para aprender?
Isso é tão frustrante! Ainda mais quando eu sei que não é o mundo conspirando contra mim, sou eu mesma.
De duas, uma: Ou eu me coloco na mesma situação de novo ou eu atraio esse tipo de situação [e gente].
Por que? É a pergunta que eu me faço e não consigo responder...
Eu já li como controlar o estresse e eu reconheci logo onde eu estou errando. Um dos meus maiores defeitos é não saber dizer “não”. Por que se eu acho que alguém está pedindo algo pra mim, não é por nada e é por que ela confia em mim. Além disso, eu sempre vejo cada pedido como uma oportunidade de aprender alguma coisa [nova], mas o resultado é que eu acabo me atolando de trabalho. E como se isso já não fosse o suficiente, eu me sinto responsável por tudo.
Se um líder de projeto tem um problema e vem falar comigo eu sou capaz de achar uma solução e resolver para ele. É claro que eles ficam satisfeitos com o fato d’eu ter resolvido o problema, mas quem fica trabalhando como uma louca e estressada sou eu...
Eu tenho que parar de querer carregar o mundo [do trabalho] nas minhas costas. Eu tenho que parar de me sentir responsável por tudo. Além do mais, por que com os nervos à flor da pele eu acabo me tornando uma pessoa do estilo “curta e grossa”. O que eu detesto e não é nada bom...
Vejam que até a última semana eu estava trabalhando em 2 projetos pesados ao mesmo tempo. Ambos requisitaram que eu trabalhasse em tempo integral, mas como isso não era possível, o meu gerente resolveu me dividir para trabalhar 50% em cada para não prejudicar ambos os projetos.
Isso, obviamente, só dá certo na teoria, por que na prática eu estava trabalhando 5 dias em 2 dias e meio para ambos os projetos. E como se isso não bastasse, eu ainda tinha que treinar um consultor junior num dos projetos. No final das contas, eu não prejudiquei os projetos, mas sai prejudicada: horas extras não pagas, dor de cabeça, rabugenta, cansada e estressada, é claro...
Teve dias que o estresse já estava tão alto que se eu pudesse eu passaria o dia todo de boca calada trancada num escritório resolvendo os problemas do sistema, mas na minha função isso é completamente impossível.
No final das contas, um dos dois projetos “terminou” na última quarta e no final deu tudo certo, mas não sem tudo ter dado errado primeiro. Tanto que eu até cancelei os meus 2 dias de folga por causa do projeto... Maravilha pra líder do projeto, mas péssimo pra mim que não consigo nem tirar uma folga. E o pior, quando eu tiro ou quando chega o fim de semana eu não consigo desligar a minha mente dos problemas... Bem, pelo menos eu não tenho mais 2 projetos ao mesmo tempo e a minha carga horário tem que melhorar agora...
Verdade é que, além de me sentir muito responsável pelo meu trabalho, eu ainda me sinto culpada, por que sou [muito] bem paga e acho que é por isso que eu sou paga... Tá, parece ridículo e exagero meu e eu vou ser julgada por dar muito valor para o meu trabalho, mas virando à mesa: Quantas mães ficam em casa com seus filhos por que se sentem culpadas de colocar o filho na creche? Não é a mesma situação?
Enfim, voltando as lições de como lhe dar com estresse, eu sei que eu tenho que aprender a dizer não. Eu também tenho que aprender a colocar eu mesma e a minha vida privada em primeiro lugar. Também não posso me estressar por coisas que poderão vir a acontecer futuramente, como o líder do outro projeto [do qual eu vou pro Canada] me pedir para adiar as minhas férias de fevereiro [pela qual eu até já paguei] em nome do projeto. Diz uma pesquisa que 8 dos 10 motivos pelos quais uma pessoa se estressa, são coisas futuras e que nunca acontecerão e que a única maneira de superar esse tipo de estresse é se concentrar no presente.
Além disso, a outra dica que os pesquisadores dão para superar estresse é colocar os seus “problemas” no papel e desabafar...
Vejamos se eu vou me sentir melhor agora...
Blogs come and go. Na Holanda eles surgem como cogumelos nos bosques e no Brasil como abóbora no meio do mato. Poucos são os blogs que se mantém firme nos 2 primeiros anos e quando passam dessa fronteira, a crise de existência [e personalidade!] se torna pior ainda...
No momento vários blogs estão fechando ou estão seguindo a nova moda, a do blog com senhas – aqueles que só quem é convidado pode ler. [A minha pergunta é quanto tempo vai durar até que as senhas sejam “emprestadas” para que os não-convidados possam ler!?...]
A internet que deveria ser um mundo ainda maior do que vivemos vem se mostrando ainda menor do que as 4 paredes do nosso quarto com computador. Já que a tolerância e a educação de muitos foram esquecidas várias vezes atrás da porta.
Com isso eu cheguei à conclusão que a única maneira de um blog sobreviver é seguir algumas regras de sobrevivência.
Eis aqui as leis [dicas] de sobrevivência de um blog:
1 - Ter um blog e um um e-mail com pseudónimo é muito melhor do que um com o seu próprio nome. Eis que metade do mundo sabe o meu verdadeiro nome atrás do meu apelido, mas para pessoas de má-índole de primeira [e segunda] viagem fica mais difícil descobrir detalhes da sua vida [privada] dessa forma. Para descobrir maiores detalhes, elas terão que se “enturmar” com quem vc conhece e dessa forma elas acabam perdendo a anonimidade.
2 – Quando você se encontrar pessoalmente com outras blogueiras ou pessoas que conheceu na net, marque sempre o primeiro encontro em campo neutro e público. Depois de encontrá-la pessoalmente, você pode vir a descobrir que ela “não era bem o que você pensava” e que vcs não têm muitas afinidades ou coisas em comum. Depois desse encontro, fica mais fácil vc se distanciar dela. Mas se vc a convidou para ir a sua casa, a pessoa pode achar que já é a sua amiguiiiiinha íntima e aí fica mais difícil vc dar um “chega-pra-lá” nela.
3 – Se vc descobrir através do seu blog que tem pessoas negativas te “enchendo a sacola”, o melhor a fazer é ignorar. Pessoas frustradas e de espíritos mesquinhos só conseguem se sentir satisfeitas e felizes se elas te abalarem e vc se sentir pra baixo. Se vc não der bolas pra elas, elas acabam morrendo de secura, já o veneno delas não surte efeito em você.
4 – Além disso, existem as malas-anônimas-sem-alças que mooooorrrem de inveja de você!
[Às vezes, eu me pergunto se elas já não estão usando peruca de tanto elas arrancarem os cabelos por causa de sua vida lindadivinaemaravilhosa! ]
Com elas o melhor a fazer é não discutir, por que, no final das contas, elas estão certas. Se elas têm inveja da sua vida, é por que elas têm todas as razões do mundo para ter, não é mesmo?
Eu mesma morro de inveja de mim mesma. E quanto mais elas me invejam, mais eu me invejo! Deu pra entender?...
5 – Evite as turminhas e máfias bloguísticas.
Esse papo de turminha ou de máfia bloguística é uma coisa do além. De acordo com as “leis da criancice”, parece que vc tem que concordar tudo com o que uma pessoa diz ou fala para fazer parte da “tchurma” [Que tchurma, heim?!]. Você também não pode falar lá depois no seu blog que vc tem outra opinião do assunto, por que senão vc vai estar ofendendo a sua amiguiiiinha do jardim de infância.
Vejam que eu, que sou casada por amor, não consigo concordar e aceitar com tudo o que o meu marido diz e faz, imagina só eu concordar com tudo que uma blogueira diz ou faz no blog dela?!
Fala sério!? Cadê a individualidade de cada um, heim?
De fato, eu continuo seguindo o ditado da minha mãe: “Seja vc mesma e não siga os outros”.
6- Só se sofre por quem se ama. Eu amo a minha família, meus gatos, meus amigos reais. Eu não amo blogueiras. [Pronto! Falei.]
Tem blogueiras que falam mal, ficam dando alfinetada e tentando te magoar. Isso só me atinge se vier de alguém que eu amo, do resto eu pouco me importo.. Ainda mais se for calúnias sobre a minha pessoa.
Como a minha consciência está limpa, eu trabalho, pago imposto e as minhas contas estão em dia, eu não devo satisfação à ninguém e durmo muito bem à noite. Obrigada!
7- No mundo bloguístico também tem um mundo animal. [É, aposto que você não sabia dessa, né?! Mas, existe mesmo].
Se uma blogueira levanta um dia com o pé esquerdo ou com uma dor de barriga e escreve uma diarréia bloguística por que todo mundo tem desses dias, podem ver que em menos de 24hrs está cheio de urubu sondando a área [outros blogs] para ver qual a galinha que foi ciscar, feliz, na mêda dos outros pra levar, pelo menos um pouqinho para o seu próprio cantinho [seu blog] para aumentar ainda mais a mêda da vizinha.
Já diria a minha interpretação do ditado de Betinha: Quem gosta de aumentar a mêda dos outros, com certeza não cheira a perfume!.
Mas, como Betinha é gente pheeena demais, ela diria assim: Quem tira proveito dos erros dos outros pra falar mal também no seu blog são pessoas de má-índole!
Resumindo, a minha conclusão é que : “Galinha só presta assada, se for na mêda, tome distância!”
8 – Se o blog é seu, então ele não é democrático e muito menos socialista/comunista. Ele é seu e que manda nele é você! Mesmo assim, ele não é uma monarquia ou ditadura que obriga todo mundo a ler. Também não é uma prisão ou castigo de ninguém para obrigar quem não gosta, à ler-lo.
Dito isso, eu ainda não consigo entender por que uma pessoa que tem aversão à vc continua lendo seu blog do mesmo jeito. Nesse caso, a única coisa que se pode concluir é que a sua existência é o tempero que faltava na vida delas...
9 - Nunca, mas NUNCA mesmo, escreva um post falando sobre as leis de sobrevivência de um blog, por que a próxima bala pro seu lado não será mais “perdida”, vc definitivamente, se tornará o alvo da política bloguística e de seu mundo animal! A não ser, é claro, que você siga a 10a lei....
10- Já dizia a canção...Caminhando contra o vento. Sem lenço, sem documento. No sol de quase dezembro. Eu vou...
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Sem lenço, sem documento. Nada no bolso ou nas mãos. Eu quero seguir vivendo, amor. Eu vou ... por que não, por que não?
Tô com uma dor de cabeça descomunal. Se fosse num dia normal de trabalho, até que eu me atreveira capar o gato, mas como eu já cheguei atrasadíssima hoje de manhã [10hrs!] por causa de um acidente no trânsito que fechou a rodovia, eu não tenho a coragem de sair assim na maior..
Além do mais, no trabalho eu ando tão atarefada que eu já não consigo nem mais atender o telefone...
A boa notícia é que meu líder de projeto me convidou pra ir para o “Kick off” (início ofical do projeto) em Toronto no Canadá. Será uma viagem bate e volta, mas eu não reclamo. Vai ser ótimo pra quebrar a rotina e por mais que seja uma viagem à trabalho, eu vou poder colocar meus pensamentos no lugar...
Uma coisa que eu aprendi é que muito pesado passar um ano todo sem tirar férias, sem relaxar, sem dar uma folga pra mente. E eu sei que tirar 5 semanas de férias como irei fazer em fevereiro, também não é a solução para isso.
De fato, eu acho que essa vai ser a última vez que eu vou fazer isso...
Hummm, mais um motivo para aproveitar ao máximo as minhas férias de fevereiro!...
Sobre o Schiphol Há 15 anos atrás, quando eu vim pra Holanda, eu já via os “branquinhos” discutirem sobre o barulho na zona do aeroporto de Schiphol devido as decolagens e pousos de aviões.
Os moradores da zona fazem protestos, abaixo assinados e reclamações continuas – ainda mais quando Schiphol pretende aumentar ainda mais o número de vôos por causa da sua importância na economia da Holanda que é sustentada pela exportação e importação de produtos através do porto de Rotterdam (maior da Europa) e do aeroporto de Schiphol (3o maior aeroporto da Europa).
O que eu não entendo é que as pessoas que reclamam de Schiphol são pessoas que escolheram morar lá! Ninguém forçou, ninguém mandou eles irem para lá. Então eu me pergunto o que eles esperavam quando foram morar perto do aeroporto? Que o aeroporto mudasse de endereço???...
Mi, tupi guaraní, num entende!...
A segurança da Hirsi Ali Ayaan Hirsi Ali foi o motivo pelo qual o último gabinete se rompeu. Ela mentiu sobre o seu passado e seu verdadeiro nome para conseguir o passaporte Holandês. Todo mundo do parlamento sabia – exceto a Verdonkie - ministra de integração social e "negócios alienígenas" (tradução ao pé da letra de Vreemdelingenzaken). Mas duvida-se muito da veracidade das palavras da Verdonkie. E surgiu a discussão que a Ayaan teria que entregar o passaporte e perderia a nacionalidade Holandesa já que ela não era quem dizia que era...
Anyweg, depois do escândalo, Ayaan aceitou uma proposta de trabalho em Washington. E durante todo esse período, o governo Holandês ficou pagando a segurança da Ayaan – que foi ameaçada várias vezes devido as suas observações polémicas contra o islamismo.
Agora o governo Holandês, depois de um ano, decidiu parar de pagar, já que a lei diz que o país de residência é responsável pela segurança e que a Holanda já prestou o seu favor a Ayaan.
Mas o governo Americano se nega a pagar pela segurança dela.
Resultado a Ayaan pegou o primeiro avião de volta pra Holanda para pedir pro governo continuar pagando pela sua segurança nos EUA. E enquanto não pagarem, ela não vai embora, por que estando em solo Holandês o governo é obrigado a pagar de acordo com a lei.
Novamente o governo entra em briga por causa da Ayaan, mas dessa vez os Holandeses bateram o pé e decidiram que não vão pagar pela segurança dela nos EUA.
Insatisfeita, a [mimada] Ayaan decidiu criar 3 fundos para a população doar dinheiro para ela pagar pela sua segurança na terra do Tio Sam. [!!!]
Sinceramente, com tanta gente precisando de ajuda mais do que ela, eu só posso achar o ato dela, no mínimo, arrogante. Digo isso por que até agora eu não a ví fazer nada pelo bem da sociedade ou da minoria que justificasse o pedido de ajuda. A única coisa que eu a vi fazer foi mentir, abusar e criar brigas fazendo comentários desrespeitosos sobre os outros...
E olha que ela tem tudo para ajudar a minoria, mas não do jeito que ela está fazendo.
De fato, para chegar ao ponto que ela chegou, precisa de muita cara-de-pau e audácia!
Só quero ver o que os Holandeses vão fazer dessa vez...
O regabofe na casa da sua filha foi muito bom! Todos compareceram, sendo que Amore e eu fomos os últimos a chegar. Também pudera, nós moramos numa tribo! Só para a sra ter uma idéia, para chegar na casa da sua filha, nós temos que ir atééé Amsterdam e depois descer de novo pelas bandas de Schiphol. Isso tudo, obviamente, por que não existe caminho direto nem mais curto que esse lá pra tribo da sua filha, se é que a Sra me entende… A viagem até que foi boa, deu até a sensação que estávamos saindo de férias…
De resto sua filha vai muito bem. Está com um visual novo. Cortou o cabelo num estilo bob-line. A casa deles também é bem legal e o quarto novo do casal é um loooshoo!. Com certeza a sra já viu as fotos, então não preciso dar detalhes!
Enfim, passamos uma noite bem agradável com fondue de queijo fedorento [mas uma dilícia!] e um Teppanyaki que eu levei de colaboração. Só para a sra ter uma idéia de como estava agradável, nós só fomos comer a sobremesa quase meia-noite, e caso a sua filha não lhe contou, deixa eu lhe falar que era um bolo de chocolate! E como a vida é curta demais e tem que se aproveitar bem, todas nós nos esbaldamos na sobremesa!
Ah! E só pra não dizer que a gente só foi lá pra comer, mentira! Fofocamos horrroooores!. Fico me perguntando ainda se as orelhas das fofocadas não caíram até agora no chão… Mas, eu juuuro que somos todas inocentes e que é tudo culpa da oposição! :-)
PS ;1 - Veja a fotinho de sua filha com novo visual e a nossa sempre bem-humorada Bia.
PS; 2 - Notaram como a Bia emagreceu pracaramba? [Agora só falta eu!]
Dificuldades fazem parte da vida de cada um, mas é como nós reagimos à elas que fazem a pessoa que somos... É fácil chorar, é fácil reclamar, é fácil se fazer de coitado, invejar os outros, ou simplesmente desistir de tudo... Difícil mesmo é encarar a situação e continuar andando pra frente...
Flora...
Florentina nasceu no interior da Bélgica na segunda década de 1900.
Foi no auge da sua adolescência que se deu início a 1a Guerra Mundial. Em decorrência da situação, ela foi obrigada a fugir com os seus pais e sua irmã mais nova Gabriela para o Reino Unido. Durante a dura e perigosa atravessia, uma tragédia aconteceu. O navio em que estavam foi alvo de torpedos e sua irmã Gabriela ficou presa entre os escombros das máquinas.
Infelizmente, Gabriela não resistiu aos ferimentos graves que sofreu e veio a falecer dias depois em solo Inglês.
Foi na mesma cidade Inglesa onde ela enterrou sua irmã, que Flora, como era chamada, viveu com a sua família durante a 1a Guerra Mundial e foi também a cidade onde nasceu sua mais nova irmã, Jeanette.
A vida na Inglaterra durante aqueles anos não estava fácil pra ninguém, muito menos para quem tinha largado tudo para trás no seu país de origem e começado do zero de novo. Tanto que, com o fim da guerra, a família decidiu regressar à Bélgica.
Flora conheceu Maurits em sua cidade natal, o homem por quem se apaixonaria e com quem viria a se casar não muito tempo depois. Flora casou no estilo tradicional da época - com um vestido preto e de rendas....
Eles tinham uma mini-fazenda em Bissegem – vilarejo perto de Kortrijk. Criavam galinhas, porcos, tinham até vacas. Ela ainda fazia manteiga e queijo numa máquinha de lavar roupa de madeira que os homens da família tinham construído para ajudá-la nos serviços de casa.
Em 1936 Flora deu à luz ao seu primeiro filho, uma menina chamada Monique. Onze meses depois veio a vez do menino, Walter. E menos de um ano depois começou a 2a Guerra Mundial.
Maurits foi convocado a servir no exército durante a guerra contra os Alemães. Enquanto Flora ficou para trás cuidando do seu casal de filhos pequenos. Como se já não bastasse o trauma da 1a Guerra Mundial, Flora ainda se viu sozinha para sustentar e educar seus filhos numa época onde a mulher não era reconhecida e nem sequer podia trabalhar.
Para piorar mais a situação, Maurits foi capturado pelos Alemães numa emboscada logo nos primeiros anos da guerra. Desde então, Flora nunca mais ouviu notícias do marido. Várias vêzes ela visitava o quartel e contactava através de cartas os militares superiores para obter informações do paradeiro do marido. Sempre voltava de mãos vazias de suas visitas e suas cartas continuavam sem respostas.
Até o final da guerra Flora conseguiu sustentar seus filhos com o que conseguia produzir na mini-fazenda, além da venda clandestina de produtos, inclusive carne, para outros moradores da cidadezinha.Naquela época os porcos e galinhas eram matados na calada da noite, de madrugada, sem acender nenhuma vela, para que os Alemães não vissem e não viesse confiscar seus alimentos.
Durante 3 anos de guerra, de terror e da ausência do marido, Flora trabalhou sozinha para garantir a vida de sua pequena família, mas nunca passaram fome.
Foi, obviamente, com muito alívio que ela deu graças ao fim da Guerra em 1945.
Meses depois do final da guerra, apareceu em sua rua um mendigo perambulando lentamente. Ele estava banguela, sujo, magérrimo e com uma barba longa, mas a vizinha de Flora não tinha dúvidas e reconheceu que aquele homem se tratava de Maurits, o marido de Flora.
Com medo da reação de Flora, a vizinha ofereceu Maurits para entrar em sua casa, comer um prato de comida, tomar um banho e se arrumar um pouco antes que encontrasse sua esposa.
Foi depois de tê-lo ajudado que a vizinha foi até a casa de Flora chamá-la e prepará-la para o re-encontro.
Dezenas de palavras nunca poderão narrar o reencontro, mas a cena ficou guardada para sempre na mente de Monique, que naquela altura já era uma menininha.
Ela, que não fazia idéia quem Maurits era, foi re-apresentada ao seu pai... Seu pai passou todos aqueles anos numa prisão num campo de concentração Alemã, onde por força maior conseguiu sobreviver e voltar – à pé – pra casa após o fim da guerra...
Os anos duros após a guerra foram se passando. Aos poucos, o que foi destruído foi sendo reconstruído, mas o trauma da guerra não tinha mais cura. A essa altura, Flora já tinha perdido os pais e já tinha sofrido um aborto. Por isso, a decisão de emigrar para o Brasil quando surgiu uma oportunidade em 1949, não custou muito a ser tomada. Flora e Maurits estavam nos seus 30, Monique tinha 13 e Walter 12 anos quando chegaram, depois de meses num navio, ao sul do Brasil.
Se estabeleceram em Cambará do Sul no RS e moravam numa casa humilde e simples. Todos, inclusive as crianças, trabalharam na horta de uma fazenda para sobreviver. Trabalhavam 13, 14 horas por dia facilmente, mas fácil nunca foram suas vidas.
O pior de tudo era que, o que eles não tinham passado durante a guerra, estavam passando agora, fome.
Foram muitos anos de trabalho árduo até conseguirem melhorar suas vidas. Com o passar do tempo, eles se mudaram para Porto Alegre. Flora fazia crochê e tricó e vendia os seus trabalhos muitas vêzes por encomenda. Monique trabalhava no hospital como enfermeira e Walter como técnico de máquinas. Maurits, na altura dos seus 50 anos, descobriu que tinha um tumor na cabeça, que de acordo com os médicos surgiu em decorrência de hemorragias causadas pelas torturas que sofreu na prisão Alemã. Infelizmente, Maurits não conseguiu resistir por muito tempo e Flora ficou viúva aos 50 e poucos anos. Desde então, ela nunca mais se casou e por amor e respeito ao bom marido que teve, ela passou a usar a aliança de Maurits junto com a sua aliança na mãe esquerda...
Com todas as dificuldades que passou: duas guerras mundiais, a perda da irmã, a perda dos pais, o sumiço do marido durante a guerra, o aborto, o trabalho pesado, a morte do marido, Flora nunca foi uma pessoa amarga e nunca reclamou de sua vida. Era ela engraçada e tinha uma sabedoria de vida inigualável. Sabia dizer num olhar se alguém “prestava ou não” e dificilmente errava, se é que errou alguma vez.
Ela amava seus 6 netos de coração. Adorava mimá-los e era adorada por eles. Ela passou o resto da sua vida morando na casa dos filhos. Ficava 2 anos com seu filho Walter e 1 ano com a sua filha Monique e viajava assim de um lado para o outro.
Flora ainda viveu 20 anos a mais que Maurits. Foi uma mulher forte até o último momento. Morreu em 1991 em Porto Alegre aos 72 anos vítima de um tumor no pâncreas e problemas no fígado, mas consciente até o último minuto, ainda disse com um sorriso para sua filha Monique, que viajara de ônibus de Belém à Porto Alegre durante 3 dias, que ela tinha chegado à tempo para se despedir.
Ela partiu deixando muitas saudades. Acho até que mais hoje do que antes.
De fato, a minha Vó Flora, é junto com a minha mãe - Monique, o meu maior exemplo de vida e de amor incondicional. Eu tinha 16 anos quando ela partiu e agora 16 anos depois eu vejo como o tempo vai aos poucos apagando os sinais da sua existência...
Diz um ditado que recordar uma pessoa querida que já partiu é uma das únicas maneiras de mantê-la viva.
E hoje, por causa de você e eu, a minha vó [ainda] vive...
O show foi ótimo! Além de um vozeirão e bonitinho, Michael Bublé também é um comediante.
Não dá pra narrar o show, mas gente, como valeu à pena!
Minha mãe, que não o conhecia, gostou e muito.
Nós estávamos sentandas na 8a fileira e bem no meio. Tinhamos uma ótima visão do palco, dele e da orquestra.
Ele dá tanta atenção ao público, conversa tanto, faz tanta piada que é um show extremamente alto-astral.
Nesse show tinha até mais homens do que nos 3 shows do Il Divo somados juntos. Mesmo assim, ele não deixou de tirar um sarro básico, dizendo que os homens só estavam alí por que a mulher/namorada queria vir ao show.
Ele pedia para só escutar as vozes dos homens e gritarem “yeah”. Todos [ou quase todos] os homens responderam ao pedido. E com isso ele resolveu então cantar uma música especialmente para os homens, que os homens sentiriam algo que eles nunca sentiram antes....
Advinha qual foi a música???
Foi essa aqui:
Escutaram as gargalhadas? Pois é... Deu pra sentir como foi o show inteiro, né?!
O fim do show causou até um arrepio na nuca. A orquestra silenciou e o Michael Bublé largou o microfone e cantou – num Ahoy lotado com 25.000 pessoas - à capella. Ele silenciou o Ahoy inteiro fazendo isso.
Ah! O show inteiro foi ótimo! Se ele voltar ano que vem, vai ser mais um daqueles “Vale à pena a ver de novo”...
Ontem à noite tinha um jantar com uns colegas de um dos departamentos da empresa. Quando chegamos ao local, descobrimos a surpresa. Era uma aula de cozinha e o jantar seria o cardápio que iriamos preparar.
Como eu gosto de cozinhar e trabalhei num restaurante, não me importei nem um pouquinho com a nossa versão do «Hells kitchen». Ruim foi para uns colegas que nunca cozinharam na vida. E a «fessora» botou quente em cima de uns. Quando ela me viu em ação ela comentou que dava pra notar que eu tinha experiência na área. Notava-se pela maneira como eu pegava e preparava os pratos… Fazer o quê? Cozinhar é herança na minha família…
Enfim, foi uma noite no mínimo diferente e eu aprendi coisas novas lá pra casa!
Já hoje de manhã, eu levantei cedo. Tinha planos de chegar cedo no trabalho para sair meio-dia em ponto, já que eu tinha me combinado com a minha mãe para ir ao cabaleleiro à uma da tarde.
Eis que na hora de sair de carro, o meu carro dá prego [foi a 3a vez]. Lá vai eu chamar a ANWB [serviço de assitência], esperar uma hora para eles colocarem a bateria pra funcionar de novo. Depois de várias tentativas, finalmente deu certo, mas de acordo com o mecânico, a bateria teria que ser trocada imediatamente, por que ela estava quebrada. Fui de lá direto para uma garagem e sai de lá com uma bateria nova e 112 euros mais pobre.
No final das contas cheguei no trabalho às 10:30hr da manhã [!!!]. Lá foram todos os meus planos bem intencionados pra minha manhã no trabalho.
Trabalhei quase 2hrs e vim correndo pra casa. Chegamos um pouco atrazada no salão, mas a tempo suficiente para que não fosse desmarcado.
Cortamos e pintamos a cabeleira. Nós tínhamos a intenção de escurecer mais os cabelos, mas nós temos a impressão que saímos de lá mais louras ainda! Como isso é possível, eu não sei.
Mas, vá lá, a cor não tá feia…
De qualquer forma, estamos saindo agora para o concerto do Michael Bublé lindadivinasemaravilhosas!
O tempo anda curto, pessoal! Muito trabalho pra fazer, muito estresse e mais um prazo de entrega à frente. Essas semanas eu sinto como se eu tivesse levando chicotadas no couro que nem burro-de-carga... Ando numa diária de 10 hrs, às vezes 12hrs de trabalho... Mudo de empresa, mas parece que eu não aprendo! Sinto que tenho que mudar certas características minhas, mas isso não vai acontecer da noite para o dia...
Enfim, de acordo com os planos eu tinha amanhã e a quinta de folga, mas como o prazo está chegando e nós estamos com um grande atrazo no projeto, irei trabalhar amanhã na parte da manhã e na quinta no mesmo jeito.
Pelo menos amanhã à noite eu vou sair pra me divertir! Irei com mami Belga no concerto do Michael Bublé [aposto que a maioria não sabe nem quem é!] no Ahoy em Rotterdam-city. De tarde eu tenho folga e irei junto com Mami Belga na cabeleleira dar uma geral. Estamos precisando! Faremos nosso programinha básico de mãe e filha e conversaremos até a língua doer, se é que vcs me entendem!...
Na quinta, já avisei que virei trabalhar, mas virei mais tarde. Aproveitarei para tomar o café da manhã com a minha mãe e descansar um pouco antes de me estressar de novo com o trabalho... Mas, com essa folga na semana vai fazer com que ela seja curta. M-A-R-A-V-I-L-H-A!
E pro findi temos boa programação! Irei botar os papos em dia com as comadres e passear pra outros lados...
Ah! E tem tanta coisa passando pela minha cabeça! Tantas revelações pra fazer! Mas cadê o tempo, pessoal!...
Minha Vó que dizia: Quem tem o que fazer, não tem tempo pra fofocar!...
Moral da história: vcs terão que aguardar até eu ter tempo! Ho ho!
Melhor esperarem deitados, por que em pé cansa e sentado cria calo!
Ah! E pra quem quer saber quem é o Michael Bublé. Aqui vai:
E também dessa música lindíssima:
Fala sério! Eu acho que vou ter que segurar Mami Belga amanhã na cadeira!!! :D
É segunda de novo e eu estou de numa fase “sei-lá. Entende?!”.
Meu findi, respondendo o comentário da Fe, foi bem preguiçoso. Tive o tratamento maravilhoso no sábado e o resto do dia não fiz muita coisa. De noite nós buscamos um filme na locadora [Spiderman 3] e no domingo nós tínhamos de tarde o aniversário do neto do namorido da mamãe [isso mesmo...].
Vantagem é que o dia estava lindo e sentamos na rua. Jogamos papo fora, eu, minhas irmãs e mami Belga e voltamos pra casa.
De resto eu fiquei lendo livro e pesquisando hotel pra férias na Nova Zelândia e Amore se recuperando de uma tosse que não quer parar [e rejeita qualquer pastilha pra aliviar! Homens!...]
Ah! Pra não dizer que eu não fiz realmente nada, eu cozinhei no sábado [no domingo foram os restos] e passei roupa!
Viu só como a minha vida é bem simplória? Nada de mais, enfim...
Há alguns dias eu fico pensando do que falar nesse blog... Não tenho mais assunto, quer dizer, até tenho, mas sei lá, ando realmente perdendo a vontade...
Tava falando com uma amiga que disse que eu tenho que tomar cuidado com o que eu coloco no blog. Tem muita gente por aí com mal-olhado e inveja. E eu até tenho controlado para não dar maiores detalhes da minha vida ou do que anda se passando nela. Mas, sinceramente, ficar me policiando por causa de outras pessoas é me privar do prazer de colocar no "papel" a minha vida, os meus sentimentos, vai além da capacidade da minha cacholinha!...
Quando a minha Vó materna morreu eu tinha 16 anos e por falta de com quem me abrir [naquela altura a diferença de idades com as minhas irmãs era psicologicamente muito grande...] eu comecei a escrever diário. Aquele primeiro diário eu ainda tenho e por mais que já esteja rasgado, quase que se deteriorando, eu tenho muito carinho por ele... E não por que eu escrevi um mundo cor-de-rosa nele, mas sim por que eu, no início, fui uma adolescente negativa e me fazia de coitadinha...
Sabe aquele papo: Aí, por eu? Por que comigo?... Coisa besta! As perguntas certas eram: Por que não comigo? E por que sim com os outros?
Enfim, eu sinto que o diário acabou me ajudando [e muito]. Mais do que eu mesmo poderia imaginar...
E o fato de eu escrever hoje um diário online, não quer dizer que ele seja menos diário ou menos “meu”... É a minha vida, os meus medos, as minhas conquistas, os meus sonhos, as minhas perdas e derrotas. Mas acima de tudo é meu!...
Quem tiver inveja ou mal-olhado é por que está insastifeito com a própria vida e vem descontar no outros suas frustrações e incapacidade de mudar a sua.
Fica até parecendo que todo mundo que vem aqui é gente negativa, e não é! Sei que tem um grupinho de pessoas que me acompanha há anos e torcem positivamente por mim! Sei que a Edna marca o seu ponto aqui quase que diariamente, mesmo que vagamente deixe um comentário. Sei que a dona Sandra acorda lá no Rio, toma seu cafézinho e vem ver se tem novidades no meu blog [assim como o da filha]. Sei da mãe da Betinha que lê todos os dias, olhas as minhas fotos no orkut, me manda mensagens e comentários sobre os meus posts, mesmo que na surdina... Sei também de várias outras blogueiras que até me adicionaram nos seus links, mas nunca deixaram nem um comentário ou pediram um link de volta... E eu agradeço todo o carinho que me é dado, agradeço toda e qualquer torcida positiva, por que acho que no final das contas, o lado positivo sempre é e será mais forte do que o negativo....
E já que é assim, deixe que a força fique do nosso lado! Por que eu, meus caros, não irei privar vocês e muito menos eu da minha própria vida no meu próprio diário!...
Dias estressantes essa semana. E semana que vem não será diferente!
Hoje eu tinha um prazo de entrega de um documento pra cumprir. E eu consegui acaba-lo não faz nem 10 minutos. Não dá pra fazer idéia do pêso que acabou de cair dos meus ombros!
Por outro lado o outro projeto que “tá pegando”, ainda está tão embolado que não dá pra relaxar completamente. Se bem que agora só dá pra tentar resolver alguma coisa a partir da segunda de novo. A essa altura todo mundo que podia ajudar já capou o gato do trabalho e já deve estar tomando umas no barzinho da cidade onde os meus colegas resolveram se encontrar.
Eu decidí que vou malhar hoje na academia à convite de um colega que também não quer soar sozinho em plena sexta-feira em vez de ir ao barzinho. Acho que é bom malhar para esforrar o estresse dos últimos dias. Só assim vou poder tirar a mente dos problemas dos projetos e me preparar para relaxar pro findi!
E por falar no findi, esse promete mimo para variar! Amanhã irei na schoonheidsspecialiste [instituto de beleza] para fazer um tratamento facial e receber uma senhooura massagem. Só de pensar na massagem que ela faz na cabeça já me dá arrepios de tão bom que é!...
Deus, com certeza, já tem um lugar reservado para a minha “consultora de estética” que deve ser bem atrás do lugar dele para ela fazer os seus maravilhosos tratamentos nele! Sem dúvida!
Mas, enquanto ela morar na minha tribo, eu serei a abençoada!
E isso aí, pessoal, bom findi para todos e Viva a sexta-feira!
Aqui na Holanda é costume um casal anunciar a gravidez só depois dos 3 primeiros mêses, enquanto no Brasil ou os Brasileiros, geralmente, estão tão entusiamados que espalham a notícia pelos quatros cantos do mundo logo depois que o teste deu positivo.
De acordo com os Holandeses, eles preferem esperar em dar a notícia até passarem dos 3 meses de risco de aborto. Eles dizem que daí nem todo mundo fica sabendo e é menos “doloroso” quando as coisas dão erradas.
Como dói menos? E como assim que nem todo mundo fica sabendo? A família toda sabe [até os mais distantes, por que fofoca não é coisa só de Brasileiro] e no caso dos colegas de trabalho, também não é válida, por que os colegas são informados para que todos levem em conta a situação da pessoa.
A própria esposa do Tiki – a esposa de lilás – também não quiz revelar a gravidez dela antes dos 3 mêses e obrigou o Tiki a manter segredo a todo custo. Ela falou depois que poderia dar inveja. [!?????]
Ué, e depois dos 3 meses, não??
Então, por que guardar o segredo da gravidez por 3 mêses? Seria superstição?
Será que isso é coisa tipicamente de Holandês ou também deverá existir em outras culturas?...
Segunda m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a!
Devem estar pensando que eu estou doente e delirando pra chamar uma segunda friorenta e chuvosa de maravilhosa. Mas, eu, meus caros, estou de folga hoje. Eis o motivo da minha exaltação.
O findi, além de prolongado, foi ótimo. Sexta foi uma correria total. Acordamos cedo, fizemos as compras para a festa de Amore e fomos ao encontro do Senhor-faz-tudo.
De fato, acredito que ele seja a solução de todos os problemas do meu casamento e do meu marido.
Amanhã ou quarta deveremos ter a oferta da pia com o armário dos sonhos de Amore, não vai sair barato, mas ainda é bem mais barato do preço que eu tenho que pagar pelo mal-humor de Amore quando as coisas não dão certo.
Me atrevo até a dizer que Amore saiu da casa e do atelier do Senho-faz-tudo feliz. E se o trabalho sair do agrado de Amore – nós já decidimos que ele fará o armário da dispensa [aquele que Amore tinha planejado fazer há mais de 1 ano] e até o armário da sala com todos os pormenores de nós dois.
Vejam que pra sala eu estou imaginando um armário com uma lareira [de ambiente] e a tv lindadivinaemaravilhosa em cima.
Vejam aqui em baixo umas fotos que dão mais ou menos a idéia que eu tenho em mente…
lareira imbutida com a tv flatscreen em cima.
Um dos armários feito sobre medida... Estou pensando em algo assim...No lugar das fotos viria a minha tv. e nas laterais umas pratileiras para fazer uma mini-biblioteca...
A vista geral...
Resumindo: estamos com grandes planos para a nossa casa e pela primeira vez eu acho que vamos conseguir realizar-los sem maiores discussões!
Mas voltando para a programação do findi…
Na sexta à noite recebemos convidados e Amore assoprou 32 velhinhas do bolo de chocolate que eu fiz.
A noite ainda acabou com uma revelação espetacular – sobre pressão – de que nosso querido amigo Kits arranjou uma namorada. Até os homens que não são nem um pouco curiosos [anhan!] chumbaram o Kits com perguntas digna de inquérito. Betinha e eu estamos torcendo para que a vencedora da loteria Kits seja merecedora do prêmio e que seja também a nossa mais nova amiga e integrante do grupo. Veremos!
No sábado Amore e eu começamos o dia tarde e fomos passear pelo centro de Den Bosch. De noite nós fomos para a festa da empresa que foi até bem bacana. Acabamos indo tarde pra cama de novo, enquanto no domingo tínhamos que levantar cedo por que iríamos para o Efteling [Parque de diversão na Holanda].
Fomos nós 4: Cle, Betinha, Amore e eu. Kits deu furo por motivos óbvieis.
Mas o que me surprende até agora é que essa foi a primeira vez que Betinha foi a um parque de diversão em 34 anos de vida. Uma aventura inédita!
Principalmente a primeira vez dela numa montanha russa. Ela foi até na Python do Efteling que tem em total 4 inversões. Saiu de lá com as orelhas queimando e morrendo de calor, mas saiu rindo e não chorando [como a minha irmã Kika].
No final das contas, passamos um dia bem divertido, mas também cansativo. Meus pés estavam estourados quando chegamos em casa e Betinha já estava no mundo dos zzz no carro.
Com um findi tão programado como esse, ainda bem que eu peguei hoje de folga pra descansar, por que a montanha russa é de ferro, mas eu não…