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Introdução
Questão de matemática: são 33 anos de idade, dos quais 17 foram em Belém-Pará-Brasil. O restante foram vividos na Holanda, aonde continuo. 10 são os anos de relação amorosa [e mental] com Amore. Na verdade, nem sei por que o chamo de Amore, já que não falamos Italiano, só Holandês, mas vai lá! Numa relação muitos detalhes são inexplicáveis mesmo... Nos casamos em 2005. Temos 2 gatos [Master Yoda e Skywalker], uma casa e umas 3 árvores no quintal. Ou seja, já alcançamos o sonho dos Holandeses "Huisje, Boompje en Beestje" e o que vier a mais é experiência. Sendo filha de um Holandês aventureiro e uma Belga da melhor safra, a única coisa que me resta é conquistar os 7 mares. Okei! Em 2008 eu dei a volta ao mundo, mas ainda faltam muitos sonhos para serem conquistados... ;)

Sejam bem-vindos ao meu recanto!

Holandesa


Minhas histórias...

Sexta-feira, Março 30, 2007

Virando gente grande...


Sabem aquelas pessoas que você conhece um dia e nunca mais esquece? Aqueles amigos que o tempo ou o destino não separa? Pois é, Zezinho é uma dessas pessoas pra mim.
Eu o conhecí quando tínhamos 10 anos de idade e estávamos na 4a série da escola militar.

Ele, o "divertido" [para não dizer o palhaço da turma!], eu, a branquela [e atrapalhada de Belém do Pará!].

Não sei dizer o que nos uniu, nem como, mas de uma maneira ou outra sempre fomos bons amigos. Zé sempre foi um ótimo ouvinte e sempre largava um comentário inesperado que me fazia, no mínimo, dar gaitadas [como diria a Ana Lúcia] e assim aliviando as minhas dores infantis e da puberdade.

Além das horas na escola, a gente ainda passava horas no telefone conversando sobre tudo, inclusive sobre as nossas apaixonites agudas, sonhos e desilusões. Parecia até que a conversa nunca encerrava...
Ele era, definitivamente, o meu melhor amigo.

E o inevitável, obviamente, também aconteceu. Por volta dos meus 15 anos eu me apaixonei pelo meu melhor amigo. Acabei grudando nele, chamava ele de Zezinho pra cá, Zezinho pra lá. Até o pedí em namoro, mas como eu era muito tímida, pedí através uma amiga em comum. Acabou não rolando nada... Mas, continuamos ótimos amigos...

Com o passar daqueles anos, a minha viagem para a Holanda veio chegando. Há aquela altura, a notícia da minha viagem pra Holanda, era no mínimo a minha setença de morte. Assim eu me sentia...

Sofrí muito com as despedidas, sofrí mais ainda imaginando o meu dia-à-dia sem o Zezinho e outros amigos tão queridos. Chorei tanto até me sentir completamente vazia e sem forças para nada... Eu sou, provavelmente, uma das pouquíssimas pessoas que veio morar na Holanda sem querer [mas, sim obrigada, por ser menor de idade].

Mas, eu vim e fiquei. Fiquei os 3 primeiros anos aqui sem nem sequer ir de férias para o Brasil. Minha primeira ida para o Brasil foi '95 quando eu estava com 20 anos. Naquelas férias eu fui atrás dos meus grandes amigos sem avisar-los. Obviamente eu liguei para o Zezinho, mas ele nem sequer reconheceu a minha voz. Depois da surpresa, nós marcamos para nos encontrar. E aí foi a vez de Zezinho se apaixonar por mim...

Nós tivemos um "amor de verão" que fez juz à expressão Holandesa kort en krachtig [curto, mas forte], mas não tinha futuro.
E com isso o tempo teve que passar para reatarmos a nossa amizade à moda antiga. Consequências de quando você acaba namorando o seu melhor amigo. Mas, nós consequimos.

Durante todos esses anos, Zezinho e eu continuamos seguindo as nossas vidas, lutando pelos nossos sonhos e nossos relacionamentos. Sempre confidenciando um ao outro os seus maiores segredos, vitórias e derrotas.

Sempre que vou à Belém, 4 vezes desde que moro aqui, eu o procurei e nos reencontramos. E quando não nos vemos, nós nos comunicamos por cartas, e-mails, mensagens no Orkut ou até mesmo aqui nesse blog, já que Zezinho é o único amigo meu da primeira fase da minha vida que [ainda] segue a minha vida por aqui.
Pequenos detalhes de uma amizade que já dura há 22 anos...

E é olhando para esses anos que eu vejo o que fizemos da vida ou o que a vida fez com a gente. Vejo em seus olhos a criança que era aos 10 anos de idade: o palhaço, o amigo [de todos], o bom ouvinte, o bom conselheiro, o companheiro de todas horas...
E é por isso que fico feliz de ver a sua felicidade estampada nas fotos.

Zezinho, meu amigo de infância, virou gente grande... No início desse mês ele se casou com a mulher por quem ele já está apaixonado há anos e mesmo com os diversos vai-e-voltas que eles tiveram, ele sabe que encontrou a sua companheira de vida e a mãe de seus filhos.

E isso é uma certeza. Daqui a alguns meses, ele será papai do seu primeiro filho. Esse nem sequer nasceu ainda e já tirou a sorte grande.
Mas, na verdade, eu espero do fundo do meu coração que ele seja igual ao Zezinho, um cara muito especial e o melhor amigo por tantas décadas...




Zezinho e esposa


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.:Holandesa:.

Planos do findi


Aaaah!!! Como eu adoro a sexta-feira! Já levanto feliz só por causa dela...

E o findi promete!...

Amanhã Betinha, Cle, Kits, Amore e eu sairemos para jantar fora num restaurante de barbecue [ à moda Holandesa], o Gonzales.
Alí cada mesa tem uma grelha e cada um prepara a sua própria carninha. É bem legalzinho e sem pressa! E do jeito que nós temos muitos papos para colocar em dia, a gente acaba passando hooooras lá.

De resto, amanhã eu irei passear por lojas enquanto eu espero Amore sair da consulta dele no oculista, para depois irmos olhar mais uma loja de banheiros.
Sendo que por volta das 16hrs, nós temos que estar de volta em casa, por que, ao que tudo indica, eu consegui vender os nossos antigos sofás amarelo-ovo e os compradores estão vindo apanhar amanhã lá em casa.

E o domingo deverá ser um dia tranquilo para nós....


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.:Holandesa:.

Quinta-feira, Março 29, 2007

Da série: Madame Oráculo...


Ok, Dá uma zoiada nas procuras que vieram dar aqui no meu blog.
Uns, obviamente, são perdoáveis, mas outros...

Vejam só por exemplo as 3 primeiras perguntas e me digam o que que a Madame Oráculo deveria responder nesses casos?






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.:Holandesa:.

Quarta-feira, Março 28, 2007

Enquanto isso...


No trabalho, aquele meu colega, o Barbicha , que saiu por 4 semanas de férias logo após o sistema dele ter ido em produção, voltou.
Nós dois somos os únicos na empresa com a especialização na área de SAP CRM [o resto, são consultores "alugados"]. Sendo que o Barbicha já trabalha aqui uns 2 anos e meio enquanto eu ainda sou a verdinha da casa.

O Barbicha já está há um bom tempo tentando arrancar um projeto na nossa área, mas não sai do lugar e eu consegui logo no meu primeiro mes arranjar um projeto pra mim e assim, faturar as minhas horas, sem intervenção de terceiros ou do meu chefe. Obviamente, que isso é muito bom pra mim, pra equipe e pra empresa, mas eu senti que o Barbicha se sentiu ameaçado com isso.

Agora, com a saída de férias dele, eu assumí a responsabilidade do sistema e do projeto que ele estava puxando. Sendo que eu só fui informada que o estaria substituindo um dia antes dele sair de viagem e ele só me passou os dados do projeto e do sistema o seu último dia, à 19hrs da noite! Tamanha sexta-feira, quando todo mundo já sai da empresa às 16hrs. E passou tudo em uma hora o que ele já estava fazendo há semanas...Obviamente, que muita coisa não foi falada e eu não vou nem comentar sobre a [péssima] qualidade da documentação que ele me entregou...

Durante essas 4 semanas, que não foram fáceis como eu já disse antes, eu ralei bastante, mas consegui resolver vários problemas que ele deixou.

Agora, depois de duas apresentações estressantes, os manda-chuvas da empresa estão entusiasmados com o sistema e estão querendo continuar o projeto e aumentar mais as funcionalidades. Além de que, eles querem mostrar o sistema para os visitantes da empresa nas matrizes de cada continente, ou seja, até mesmo em Sampa-city! Ho Ho!

Tudo lindodivinoemaravilhoso, sendo que o colega Barbicha não quer voltar a reassumir o projeto ou a atual manuntenção do sistema, que incluí a correção de mais um erro no sistema [daquele colega Indiano]. O que pra mim é estranho, por que ele ainda pode levar a fama do sucesso, mas ele não quer mais saber do sistema.

E no seu primeiro dia de trabalho, ele ficou sabendo que eu trabalharei num novo projeto junto com [os consultores da ] SAP e por isso, irei fazer um curso exclusivo na própria matrix da SAP na Alemanha. Acreditem se quiser, mas ele veio até a minha mesa dizer que ele também quer fazer o curso e se involver no tal projeto, por que de acordo com ele é uma oportunidade única. [Como se a decisão fosse culpa minha!]

Agora fala sério, imaginem a minha cara [de bund@] pra ele?!
*
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Pode uma coisa dessas?...Eu heim!...

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.:Holandesa:.

Terça-feira, Março 27, 2007

Afe!...





"Príncipe William posa para foto com duas meninas, e segura uma delas pelo seio", diz a reportagem. O incidente teria ocorrido quando a estudante brasileira Ana Laíse Ferreira, 18 anos, pediu para tirar uma foto com o príncipe ao encontrá-lo em uma casa noturna da cidade de Bournemouth.

"Eu estava um pouco bêbada, mas senti alguma coisa roçando nos meus seios", disse Ana Laíse ao The Sun. "Eu pensei que não poderia ser o futuro rei, mas agora que vi a foto não me surpreende que ele tivesse um sorriso nos lábios", disse. "Ele tem grandes mãos másculas e certamente sabe o que fazer com elas".


Clique aqui para ler o resto da reportagem.

Agora fala sério, olha a cara da "menina", leiam a resposta dela e me digam com toda a sinceriadade do mundo que essa aí é uma boa moça de família?

Mas, acima de tudo, respondam a pergunta que não quer calar: Como foi que o tablóide conseguiu essa foto, heim???


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.:Holandesa:.

Segunda-feira, Março 26, 2007

De tudo um pouco..


E o findi foi-se... curto como sempre, mas no final das contas, rendeu pelo menos alguma coisa.
Eu e Amore fizemos as pazes. Me custou o domingo inteiro e 3 conversas sérias divididas em parte. Tivemos que passar, na verdade, eu o arrastei, pelo "Vale do desespero" para então, enfim, nos alinharmos novamente. Nos custou o dia inteiro, a noite e até o início da madrugada.. Mas, pelo menos, valeu à pena. Estamos os dois acabados, com olheiras e com poucas horas durmidas, mas a crise passou!

De resto, eu tenho que dizer que no sábado eu fui estrear um cinema em Den Bosch. Fui assistir Music and Lyrics e eu tenho que dizer que eu gostei do filme [e do cinema, com direito a pipoca salgada quentinha!]. O filme é água-com-açúcar e o Hugh Grant está bem legalzinho no filme. Me abri de rir com os passos de dança dele e para completar, eu gostei das músicas do filme. Realmente, bem anos 80 [bons tempos aqueles!]. No final das contas, o saldo do filme foi bem positivo!

E hoje, segunda de novo, eu tenho uma conversinha daqui à pouco com o meu líder de time para saber como vai indo comigo e o meu trabalho. Como eu disse semana passada, as coisas estão indo comme si, comme ça [mais ou menos], mas eu tô com um certo receio de abrir a minha boca para ele, por que semana passada ele se tornou pai pela 3a vez [de uma menina], o que já deixa qualquer um no mundo da lua, mas, infelizmente, a sua filhinha nasceu com problemas cardíacos e praticamente 24hrs depois do nascimento, a menina já teve que passar por uma operação cardíaca. Ou seja, eu acho que numa hora dessas, ninguém está afim de falar sobre os pendengues do trabalho, não é?
Então, eu vou carregar a cruz um pouco mais, mas não irei molestá-lo com coisas irrelevantes nesse momento.

Anyweg, fui-me!


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.:Holandesa:.

Sexta-feira, Março 23, 2007

Desabafo


Tem horas que bate uma agonia e dá vontade de jogar as petecas pra cima.
A vida, independente do país que você mora, de quanto [bem] você ganha e se você casou com a pessoa amada, nunca será fácil.

A lógica diz que eu não posso reclamar, que eu tenho uma vida boa, enquanto muitos estão sofrendo por aí. Então, por que meu Deus, que o meu coração não acompanha a lógica?...

As coisas aqui no trabalho estão indo "moeizaam" [com dificuldades e lentas] e em casa, Amore está de novo em crise. Fica calado o tempo todo, dias, semanas já... até parece que os meus gatos comeram a língua dele!...

E acaba ficando uma situação insuportável. Parecemos duas almas penadas vagando pela casa. Se eu estou na sala, ele está no quarto [outro andar]. Se eu subo, ele desce e assim vai...

Já desembuchei com ele que eu não gosto desse comportamento, mas ele nem sequer mexe os lábios e eu fico lá, como se estivesse falando com as paredes...

Dai-me paciência, móDeus! Dai-me!...


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.:Holandesa:.

Quinta-feira, Março 22, 2007

Um passo pra frente, dois passos pra trás


No último post falei que estava tendo um dia produtivo e que as coisas estavam dando certo. Dois depois, tudo o que estava dando certo, está dando pra trás! Tudo errado e tenho que começar tudo de novo!
E isso aí, meus caros, eu ajoelhei, agora vou ter que rezar! E muito!...




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.:Holandesa:.

Terça-feira, Março 20, 2007

Enfim...


Estou num corre-corre danado, mas pelo menos as coisas vão bem [até agora!]
Se eu consegui terminar duas coisas pendentes hoje, eu terei um dia gratificante.

No momento o que eu estou fazendo é: resolver erros no sistema, ajudar um aqui, tapar buraco no time dalí... e até que as coisas vão indo... mas, sinceramente, eu não vejo a hora de fazer um projeto!

Eu tenho uma série de colegas fazendo projetos e boa parte deles internacionais. O meu colegas Inglês, gente fina pra caramba, está fazendo aquele projeto nos EUA. A outra mulher do meu time está na Grécia [vai e volta toda a semana ou então manda o namorado visitá-la! É ruim, heim!?] , o meu colega "Carequinha" está hoje e amanhã em Paris e poucas semanas atrás ele estava na Rússia. E ainda tem um colega, se eu não me engano, marroquino, fazendo um projeto no Brasil, em São Paulo para ser mais exata.

Ou seja, um lugar mais exdrúxulo que o outro! E eu aqui... [ok, deixa eu calar à boca, por que eu não tenho direito de reclamar, eu sei!]

Mas um dia eu sei que ainda chego lá!... Nesses projetos exdrúxulos... E quando eu chegar, quer apostar que eu vou querer ficar... [aqui]?


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.:Holandesa:.

Segunda-feira, Março 19, 2007

Aqueles dias...


Dores de cólica e dor de cabeça: + 100 %
Nível de rabugência: + 99.9%
Inspiração: - 100%
Motivação: - 99.9%
Paciência: - 200%
Ódio de segunda-feira: + 200%...

É, definitivamente, eu estou "equilibrada" hoje...
humf...


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.:Holandesa:.

Quinta-feira, Março 15, 2007

Um ombro largo...


Lendo um post da Jô sobre o que postamos no nosso blogs serem conquistas, muitas vezes, materialistas, me pôs a pensar.
Eu, definitivamente, falo das minhas conquistas materialistas aqui. Dificilmente falo detalhes específicos ou pessoais da minha relação com Amore ou da minha família. E sabem o porquê?

Por que na internet é mais fácil falar de coisas materialistas do que coisas muito pessoais. É mais fácil perder coisas materiais do que correr o risco de alguém fazer algum mal a uma pessoa querido e aqueles que eu considero de mais valoroso: Amore, minha família e meus amigos.

Betinha colocou ontem um comentário falando das maravilhas de Amore e que dificilmente eu falo aqui. Verdade é que nesse caso, eu tenho medo dos "olhos gordos e pessoas invejosas" que também passam por aqui. A internet é um mundo aberto. Aberto a tudo que é bom e ruim. E eu prefiro que os invejosos fiquem com olho gordo dos meus bens materiais do que os meus bens de coração.

Na verdade, não importa que tipo de blog você tem, você sempre estará sujeito à inveja e julgamento. Até mesmo se você tiver um blog com receitas culinárias e você postar uma receita de lagosta vão te acusar de ser metida, arrogante e riquinha... O melhor que se tem a fazer é deixar para lá!

Eu já escrevo diário desde os meus 16 anos, quando a minha vó materna veio a falecer. Naquela época não existia nem internet, muito mais sistema de comentários. E isso nunca foi motivo para eu manter este diário online aqui. Eu sempre escrevi diário por que serviu para me conscientizar da minha própria vida. Das coisas que eu ví, fiz, [sobre]viví ... Quando eu tinha 16 anos eu era uma pessoa muito pessimista e reclamava de tudo. Tive que escrever e ler as minhas próprias palavras para me conscientizar da minha acidez.

Hoje em dia, quando eu releio esse meu próprio blog e os meus posts de uns anos atrás, eu me dou conta de quanto eu mudei e do que eu passei para mudar, mas eu não vejo mais a acidez que eu tinha antigamente.
Mas também não tenho falando de flores ou de Amore[s]...

Então, hoje, aproveitando o embalo do comentário de Betinha, deixa eu falar um pouco do [meu] ombro largo bem no estilo: Para não dizer que eu não falei de Amore...

Eu conhecí Amore no início de 97 num fim de semana, num hotel chique em na cidade onde eu morava. Como eu já disse no post anterior, nossa presença no hotel não era como hóspedes, mas sim como empregados para fazer limpeza na área da piscina do hotel. Eu, com certeza, não chamei a atenção de Amore nos primeiros 6 mêses, mesmo sendo do mesmo time de umas 13 pessoas, ele não se recordava de mim... [não era muitos rostos pra gravar e sempre as mesmas pessoas todos os findis, mesmo assim, ele nunca se deu conta que eu estava lá...].

A essa altura eu já estava há 5 anos na Holanda e estava terminando o meu último curso para entrar pra faculdade...
Depois de 6 meses trabalhando juntos e sem Amore nunca ter me notado, o destino resolveu aprontar. O nosso chefe ficou doente e pediu para Amore subsituir-lo por um tempo. Com isso Amore foi obrigado a vir conversar comigo. E foi assim que ele descobriu a minha existência.

Eu posso dizer com toda a sinceridade que Amore me conheceu na pior hora do meu dia. Por volta das 5:30hr da manhã, mal acordada, rosto amassado, maquiagem borrada e cabelo de palha. Tenho certeza que se ele se apaixonou por mim naquela hora, foi por que era para ser... Coisas do destino...

No final daquele ano, depois de 4 meses apaixonada e enrolado, nós [finalmente] começamos a namorar. Para ser mais exata, no dia do Natal... Foi um grande presente.

E desde então, estamos juntos... há quase 10 anos...

Como Betinha disse, Amore sempre esteve do meu lado nos bons e maus momentos. Quando eu tinha que fazer um estágio internacional de 6 meses, Amore, que tinha acabado de ser formar, largou tudo e resolveu ir comigo. Moramos quase 6 meses em Lisboa [e foi quando eu encontrei Betinha e família].

Aqueles meses foram maravilhosos e uma experiência de vida inesquecível, se não inegualável.
Aqueles 6 meses também foram a nossa primeira experiência de morar juntos. Tanto pra Amore, quanto para mim. E foi através dessa experiência que eu sabia que tinha encontrado um parceiro excepcional.

Durante todo esse tempo, Amore sempre fez de tudo para me ajudar em casa ou no trabalho. Quando Betinha e eu tinhamos que trabalhar horas extras, Amore ía até nos levar comida [do restaurante chinês], para que pudessemos continuar no batente e fazermos um excelente trabalho.

Em casa, Amore lavava, passava, cuidava da casa e tudo que fosse preciso [e ainda faz...]. E quando eu chegava, eu fazia o que eu podia, muitas vezes, o jantar [meu famoso dote culinário]...

Nos morávamos num apartamento alugado. Não era grande, não era luxuoso, mas era bem agradável e tinha uma vista maravilhosa do rio Tejo. Pagávamos com o dinheiro que tinhamos economizado [da limpeza] e nunca dependemos de ninguém. Digo e afirmo que vivemos dias muitos felizes e especiais em Lisboa, inclusive o da passagem do Milénio.

Quando nós voltamos pra Holanda, janeiro de 2000, nós voltamos para a casa dos nossos pais. Primeiramente por que eu tinha jurado à mim mesma [e a minha mãe] que eu não sairia de casa antes de conseguir o meu diploma da faculdade [faltava mais um ano e meio na época] e sem ter um [bom] emprego. Enquanto, Amore começou à procurar por emprego na sua área de estudo.

Mas, em Abril daquele [triste] ano, meu pai veio a falecer no Brasil. Meu mundo virou de cabeça pra baixo e a minha família voltou para o Brasil numa verdadeira correria. Amore, mais uma vez, largou tudo e foi junto comigo sem eu mesma pedir. Acabamos passando um mês no Brasil. Amore nunca duvidou de sua decisão e também nunca arredou o pé e o ombro do meu lado... Mesma coisa, quando eu sofri um acidente de carro, mesma coisa em todos os eventos grandes ou pequenos da minha vida...

Em julho de 2001 eu me formei. No dia que eu defendi a minha tese, uma quinta-feira, eu tive a minha segunda entrevista de emprego numa empresa de consultoria. No dia seguinte, sexta-feira, eu assinei o meu primeiro contrato como consultora de SAP. E na segunda-feira eu comecei no meu novo emprego e ... de carro [da empresa] novo. Foi uma mudança de vida drástica para mim, mas finalmente, depois de 9 anos de batalha, eu consegui o meu primeiro e verdadeiro fruto. E sim, Amore estava lá, sempre ao meu lado e muito dedicado.

Nos fins de semana eu não gostava mais de sair, porque não queria deixar a minha mãe sozinha. E Amore ía todos os findis lá pra casa e ficava com a gente.

Mas, em novembro de 2001, nós dois com 26 anos, fomos morar juntos em Tiel. Era uma casa alugada, simples, mas bem legalzinha. Não era ainda a casa dos nossos sonhos, mas era o nosso início.
Durante todos esses anos, Amore e eu temos trabalhado. Juntando o nosso dinheiro para curtir a vida e fazer as coisas do nosso jeito, como foi, por exemplo, o nosso casamento. Já estávamos 7 anos e meio juntos e foi com certeza um dos dias mais bonitos da minha vida, por mais clichê que isso possa aparecer.
E desde então, nós compramos a nossa casa, fizemos viagens maravilhosas e realizamos novas conquistas pessoais.

Tudo isso só foi possível se apoiando um no outro, se bem que, às vezes, pela pessoa que eu sou, eu acredito que eu preciso muito mais do apoio dele do que ele do meu. Mas, eu garanto que o meu amor por ele, assim como o meu agradecimento, por mais silencioso que seja, nunca foram insignificantes. E esses são os bens que eu carrego no meu coração... E o resto, é simplesmente o que é... o resto!..


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.:Holandesa:.

Quarta-feira, Março 14, 2007

Respondendo as perguntas...


Da Adriana no post Os "acomodados" que se mudem.

Perguntas: Como você deu conta de quatro empregos e ainda estudar? O que te motiva para não ter desistido, com tantas dificuldades?

Primeiramente respondendo sobre os empregos: Como eu já disse, eu comecei a trabalhar com 16 anos quando ainda morava no Brasil. Fui professora de crianças analfabetas. Esse trabalho nunca foi pelo dinheiro...

Com 17 anos eu vim pra Holanda e o meu primeiro trabalho foi como babá e cozinheira de uma família Holandesa. Consegui esse emprego por alguns meses por que a mãe estudava Português e por coincidência do destino, nós nos encontramos.

Depois disso, eu comecei a fazer limpeza de escritórios, escolas, faculdades, hospitais...
Na Holanda, trabalho de limpeza são umas horas por dia [e não precisa se falar bem o Holandês!]. O meu dia-à-dia era mais ou menos assim:

Eu trabalhava de manhã das 05hrs às 7hrs no hospital fazendo limpeza na secção de esterelização. De lá, eu pegava o trem e ía para Eindhoven [2 horas de viagem diárias], onde eu estudava o Havo (seria uma 8a série até o 3o ano do 2o grau). Saía da escola de tarde e ía fazer limpeza na Universidade de Odontologia ou na secção de radiologia das 18hrs às 20hrs. Chegava em casa, por volta das 21hrs e só então ía jantar.

No findi eu fazia limpeza das 06hrs às 09hrs da manhã num hotel chiquerrérrimo, onde por sinal, eu conheci Amore. Nós limpávamos a área da piscina. À noite, eu trabalhava como garçonete num restaurante Grego das 16hrs à 24hrs. Chegava em casa de madrugada e caía na cama, por que poucas horas depois a lambança começava tudo de novo.

Durante o verão, quando eu tinha férias da escola, eu arranjava mais empregos ainda. Trabalhei como camareira no mesmo hotel chique, trabalhei horário integral na parte de limpezas das salas de operações [ví uma série delas!], limpei vargens numa fazenda... e quando os diplomas foram chegando, eu fui fazendo outros tipos de trabalho também: Call center (à noite) para 5 países (devido o meu conhecimento em línguas) e durante o verão eu também fiz trabalho administrativo. Ou seja, de tudo um pouco...

Tempo de folga era um luxo que eu não tinha naquela época... E quando eu tinha, geralmente eu estudava ou dormia!

Férias e viagens para mim, eram sonhos à serem realizados. Durante os primeiros 9 anos aqui, dá para se contar numa mão só quantas vezes eu sai de férias...

Obviamente, eu tive os meus dias ruins. Ficava desanimada, triste, chorava e queria arrancar os cabelos. Ainda mais quando as minhas energias estavam ao fim, por que acima de tudo eu vivia cansada, muito cansada.

E ai vem a segunda pergunta: O que te motivou para não ter desistido, com tantas dificuldades?
Uma série de coisas!

Entre elas, aquela que eu sempre digo: a necessidade faz a força! Quando a necessidade bate, todo mundo sabe se virar. Uns se viram com dignidade, outros se viram se aproveitando dos outros.
O que me satisfaz até hoje e me satisfez naquela época era poder colocar a minha cabeça no travesseiro e ter a consciência limpa. Fosse o emprego mixuruca que fosse, era trabalho honesto.

Segunda coisa que muito me motivou foi uma bem simples: eu não queria passar o resto da minha vida fazendo limpeza!
Eu queria alcançar os meus objetivos profissionais e pessoais que eu tinha desde nova. Então eu não tinha outra opção à não ser que ir à luta.

Terceira motivação importante foi confiar e acreditar em mim mesma. Claro que eu tive os meus dias que eu duvidava de tudo o que eu fazia, ainda mais quando eu ainda tinha uma série de coisas pra fazer, como os serviços domésticos, mas a primeira lição que você tem que mentalizar na hora de ir atrás do seu sonho/objetivo é "focalizar".
O que é mais importante pra você? Rodar umas máquinas pra lavar roupa e perder uma hora de estudo ou estudar para se dar bem na prova e para no final do ano conseguir mais um passo para a sua conquista ou até mesmo o próprio diploma que vai fazer você conseguir um emprego melhor?

O negócio é não deixar a peteca cair com os "side effects" [consequências no dia-à-dia]. Tem que priorizar o seu tempo e a sua escolha. É cansativo e haverá os dias ruins em que você se desanima. Chore, grite e aceite esses dias por que faz parte do processo. Mas, pense que no final do tunel, sempre há uma luz... Sempre!...

Boa sorte!




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.:Holandesa:.

Dos males, o menor...


Se lembram que eu falei que meu amigo Tchê foi diagnosticado com câncer de próstata?
Pois bem, ontem saiu o resultado dos exames e o câncer está em fase inicial e é facilmente tratável, além de que, não se alastrou ainda.
O Tchê terá que fazer algumas sessões de quimioterapia e retirarão as glândulas por precaução, mas nem vai precisar retirar a próstata.

Acho que de todos os males que poderiam acontecer, esse é realmento o menor deles.

Não preciso dizer que todo mundo ficou aliviado com essa notícia, não é?!


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.:Holandesa:.

Coluna social ...


Nasceu a filha de Macaco-boca-torta e acreditem se quiserem, mas o meu nome consta na lista dos que receberam o cartão com a notícia.
Esqueci o nome da menina, mas de qualquer forma não é "Macaquinha", não...


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.:Holandesa:.

Terça-feira, Março 13, 2007

Os "acomodados" que se mudem...


Se lembram daquele colega indiano que eu falei? Aquele do dedo no nariz? Pois bem, além do fato dele comer bustela [ai que dá noooojo até na hora de teclar isso!], ele é extremamente acomodado! Ele se recusa a sair do lugar dele e toda às vezes que ele faz alguma coisa errada, sou eu que tenho que ir atrás dele. Mas se fosse só assim, eu ainda perdoava, mas não, o próprio trabalho dele deixou [muito] a desejar!
Se lembram daquele sistema que foi ao ar cheio de problemas e que o meu colega responsável foi de férias? Pois bem, hoje de manha a gente iria mostrar aquele sistema para os grandes chefões de TI da empresa à nível mundial. E parte do sistema funciona através de um programa que o Indiano desenvolveu, mas que estava com erros.

Obviamente que o prazo para resolver os erros era até ontem, e eu fiquei resolvendo problemas e tentando estabilizar o sistema, enquanto o indiano não estava nem aí!

E olha que eu pedí as correções à tempo! Primeiramente por telefone, mas, de acordo com ele, eu era obrigada a mandar por e-mail (burocracia!). Mandei! Depois de um tempo vou lá na mesa dele, pergunto se ele já viu o e-mail e quando ele vai resolver o problema. Disse que logo, logo iria fazer. Passei a tarde toda correndo atrás da bunda dele, mas às 17hrs ele me mandou uma mensagem dizendo que ele estava saindo e que ele não tinha feito nada! Falei da apresentação de hoje e da importância dela... Pensa que adiantou? ... Niente, nada, rien, necas!! Só disse que ele tinha que ir!...

Eu fiz o que eu podia fazer, mas o erro do programa dele continua lá!.
Hoje eu cheguei às 7hrs da manhã para carregar o sistema para o local da apresentação do outro lado da cidade. Cheguei lá tinha que carregar o sistema de novo [sozinha] e instalar tudo. Obviamente que deu tiuti com a rede e eu passei amanhã toda lá tentando resolver o problema. Finalmente, na hora do almoço, eu consegui colocar o sistema à amostra para os chefões.
Parece que a primeira impressão dos manda-chuvas sobre o sistema foi boa, mas eu só escutarei maiores detalhes depois. Só espero que eles não reparem o erro!... Enquanto isso, o Indiano continua nem aí...

Se existe uma coisa que me dá uma agonia pior do que alergia ou coceira, com certeza é comodismo! Fiquei sabendo que o Indiano está quaaase no fim do seu prazo de intercâmbio e treinamento de 3 anos aqui na Holanda e que estará em breve voltando pra Índia. E por isso, meus caros, ele anda bundalelê. Eu posso até me simpatizar pela vontade de voltar para a sua terra, mas acho errado a falta de responsabilidade dele.

Eu sei, por experiência própria, que quando alguém tá saindo, na regra geral, o empregado não se sente mais responsável por nada e a empresa também não perde mais tempo e nem energia com ele. Mas, sinceramente, será que custa tanto ter um pouquinho de dignidade também no trabalho?

E outro dia eu fui "acusada" [de novo] de atacar "pobres mulheres [nordestinas] e que escolhem ficar em casa, por que elas não são filhas de papai".

Nota-se que essas pessoas que me acusam disso, não fazem idéia do que estão falando. Quem acompanha essa blog ou me conhece, sabe muito bem que eu comecei a trabalhar desde os 16 anos e que eu paguei meus estudos e livros sem depender de ninguém. Cheguei a ter 4 trabalhos ao mesmo tempo e nunca, nunca reclamei dos meus trabalhos. E olha que eu fiz até limpeza em hospital!

E eu vou ser bem sincera, essas mulheres que escolhem ficar em casa, são na minha opinião acomodadas [não me refiro as desempregadas à procura de emprego!]. E sim, trabalho doméstico é pesado [e não é reconhecido], mas quem trabalha fora, também tem que limpar a casa, passar, lavar e cozinhar... É ou não é?

E tem mais, pobre pra mim é animal que é dependente, não fala e quando trabalha, não é pago! Pessoas, por mais "pobre" que sejam, só precisam de força de vontade e garra pra vencer! Não precisam de papai ou se fazerem de vítimas para conseguirem algo. E isso é que me irrita. Bando de "coitadinhas" acomodadas!...

Alguém já viu alguma coitadinha ser exemplo pra alguém? Alguém já viu coitadinha fazer história? Se fossemos todas assim, não existiria Joana D'Arc, Maitê Proença, Madeleine Albright e Oprah Winfrey! Além da minha própria mãe, que veio pra Holanda com 57 anos e mesmo assim foi trabalhar!

Essas sim, são heróinas e dignas do [meu] respeito!

E tenho dito!



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.:Holandesa:.

Segunda-feira, Março 12, 2007

IstoÉ - desse mês


Trecho da reportagem "Amor na Internet"
...Nas últimas três semanas, o sinal de alerta máximo foi aceso no País a partir de histórias de amor que começaram romanticamente no mundo quente e aconchegante da virtualidade e acabaram em mesas frias e reais do Instituto Médico Legal. Na cidade de Natal, a corretora de imóveis Célia Damasceno, 42 anos, foi vítima de uma quadrilha que se valeu do Orkut (site de relacionamento do Google, um dos melhores do mundo) para atraí-la amorosamente. Ela começou a se corresponder com um jovem, entusiasmou-se e passou a confiar nele, e do entusiasmo e da confiança brotou a paixão - sobretudo porque o moço, lábia não nos lábios que falam, mas nas mãos que teclam, também se dizia apaixonado. Marcaram um encontro para um churrasco na praia de Genipabu e, de lá, Célia nunca mais retornou. Ela usava tanto e tão compulsivamente o computador que até deixou-o ligado quando saiu de casa para o churrasco e ligado ele permaneceu ao longo de sua ausência. Não mais seria ela a desligá-lo. A sua filha entrou na página da mãe no Orkut em busca de alguma pista e suspeitou de um garoto. Inteligentemente, criou então um falso perfil, combinou de vê-lo pessoalmente e avisou a polícia. Todos foram presos. Célia fora assassinada a pauladas.
Estima-se que existam no Brasil cerca de 30 sites de relacionamento com aproximadamente cinco milhões de internautas navegando neles. É muita gente e por isso é preciso tomar cuidado. Uma precaução básica, por exemplo, é não se sentir nas nuvens com "massagens no ego" que venham pela rede porque isso pode cegar a razão. "Eu não enxergava nada da realidade", diz a gaúcha Isabel Stasiak, que procurou a sua cara-metade num site. Achou que levara sorte porque ele apareceu em uma semana e, a partir daí, a paquera levou seis meses. Ela: ex-modelo, 50 anos, e, conforme admite, "tímida e carente". Ele: carioca, engenheiro de uma estatal, 44 anos. Isabel foi teclando mil detalhes de sua vida, o moço manteve-se reservado. Hora de se conhecer pessoalmente: "Éramos praticamente vizinhos, mas não sabíamos, e fiquei feliz porque ele é bonito, alto e moreno", diz ela. Apareceu, porém, um detalhe não tão detalhe que fez o príncipe virar sapo: o moço era casado. Rolou o barraco: apaixonada, Isabel foi atrás da mulher dele e contou tudo. Rolou então a violência: o bonitão, altão e morenão, que se dizia amoroso na internet, quebrou-lhe os dentes e o romance acabou num boletim de ocorrência. Não são todos os trapaceados, no entanto, que vão à delegacia. Tímida demais, a professora baiana Antonia Dias sentiu-se envergonhada para contar o golpe no qual caíra até mesmo para um delegado. Ela conheceu em uma sala de bate-papo um homem que se mostrou educado, romântico e gentil. Conheceram-se pessoalmente e num piscar de olhos estavam no cartório diante de um juiz de paz. Casamento e lua-de-mel consumados, imediatamente o marido apaixonado revelou-se um golpista obstinado. Antonia foi forçada a quitar-lhe dívidas e teve o seu cartão de crédito detonado. Do dia para a noite o homem se deletou de sua vida. "Deve estar por aí freqüentando os sites de relacionamento", diz ela.....



Trecho da reportagem "Vida de deportado"..
... A expressão very important person (VIP), em inglês, define alguém com muito prestígio, poder e importância. Em português, nem tanto. Para muitos brasileiros que viajam a trabalho ou de férias para a Europa e os Estados Unidos, VIP quer dizer "viajante inocente preso". O novo termo foi cunhado por um grupo de turistas do Estado do Pará - dentre eles homens e mulheres da alta sociedade de Belém -, que amargou mais de 20 horas de maus-tratos, discriminação e prisão em Nassau, capital das Bahamas, no final de fevereiro. Sem ao menos suspeitar de que algo parecido pudesse acontecer em sua viagem dos sonhos ao Caribe, eles foram retidos no próprio aeroporto e engrossaram as crescentes estatísticas dos cidadãos brasileiros barrados no Exterior e deportados sem motivo aparente.
... A cada dia, mais e mais brasileiros passam por esse constrangimento no Exterior. Na sexta-feira 2, a União Européia barrou a entrada de 202 deles em cidades como Madri, Paris, Lisboa, Milão e Barcelona. São as vítimas da Operação Amazon 2, realizada pela Agência de Controle de Fronteiras Externas da União Européia (Frontex), que já mandou de volta mais de 500 turistas brasileiros desde o ano passado. Apesar da magnitude, a Operação Amazon 2 não inspirou nenhuma reação mais enérgica do Itamaraty.
O Itamaraty diz que presta assistência jurídica aos repatriados que procuram ajuda. Segundo o Ministério, são raras as repatriações que envolvem desrespeito às leis internacionais e aos direitos humanos. Quando isso ocorre, o caso é investigado. A grande maioria dos brasileiros repatriados, segundo uma autoridade do Itamaraty que pediu para não ter o nome publicado, viaja com a intenção de trabalhar ilegalmente. Na prática, o governo parece estar lavando as mãos para o problema....


Mais um exemplo de que "por causa de uns, os outros pagam o pato".
Ambas as reportagens podem serem lidas através deste link


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.:Holandesa:.

Sexta-feira, Março 09, 2007

Pensamento positivo


Sexta-feira é, na regra geral, o dia que eu mais amo na semana, mas hoje eu estou com um certo medo...

Tchê, marido de Rorrô, da série família escolhida, está fazendo hoje uma série de exames para descobrir se o câncer de próstata que foi constatado há pouco tempo (semana passada), não se alastrou para outras áreas ou orgãos.

A notícia do câncer já foi uma bomba para todos nós, mas eu estou aqui torcendo para que a notícia não se torne pior ainda. O chato vai ser esperar até a terça-feira para sair o resultado do exame. Será um findi de espera agoniante...

O jeito é fazer pensamento positivo, rezar e mandar energia boa pra eles...
E cruzar muitos os dedos para que tudo dê certo...

Pensamento extra
Se algum dia eu descobrir tem câncer, eu juro que pego o primeiro avião pro Brasil e vou me tratar lá. Sei que será a pior viagem da minha vida, mas pelo menos eu não terei que ficar em fila de espera...


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.:Holandesa:.

Quinta-feira, Março 08, 2007

Kennis is macht*


Meu TL (team lead - líder de time) veio me comunicar que eu estarei envolvida no mais novo projeto sobre "patentes" da empresa.
E por causa disso, eu irei fazer um curso exclusivíssimo da SAP, que lançou um produto específico para esse processo no sistema. O curso será na cidade SAP, também conhecida como Walldorf, na Alemanha, onde 80% dos habitantes trabalham na ... SAP.
Lá é a sede da empresa e é também onde tudo é desenvolvido em primeira mão.

E eu, plebéia, serei colocada entre os grandes reis do sistema para aprender tudo e mais um pouco para depois chegar aqui e desenvolver o mesmo, sozinha (!)...

Será a minha segunda visitinha no Mecca da SAP e ainda vou poder colocar no cv que estive lá fazendo um curso exclusivíssimo que promete, não só aumentar o meu conhecimento, mas também enriquecer o meu currículo...

A plebéia aqui, humildemente, agradece mais essa grande oportunidade...

tradução
Kennis is macht - Conhecimento é poder


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.:Holandesa:.

Quarta-feira, Março 07, 2007

Haja paciência!...


Sabe aquele velho [e chato] ditado que diz que «quando você casa, você ganha de presente a família dele (a) ?».
Pois bem, eles deveriam aumentar esse ditado e incluir que esse «presente», quando se refere a uma família tradicional Holandesa, é na verdade um presente de Grego! Que às vezes a gente não sabe o que fazer!

Vejam só o porquê!
A única prima de Amore mora na Italia com a sua pequena família. Nós os visitamos há 4 anos atrás e desde então, não os vimos mais. Agora em abril eles, com muita dificuldades, conseguiram uma oportunidade de visitar a mãe dela que mora na Alemanha.
Isso seria a oportunidade perfeita da família se reencontrar, já que a mãe dela não mora muito longe da fronteira e poderíamos todos ir e voltar no mesmo dia. Seria também o presente surpresa de aniversário da avó [81 anos], que poderá então rever seus bisnetos.

Tudo lindodivinoemaravilhoso! Todos amaram a minha idéia e por isso, a mãe de Amore pediu então para que eu organizasse o reencontro. Até aí zuzo bem, aceitei o pedido na boa...

Mas, o desafio está sendo manter a paciência com uma família tão crica e doe-me dizer: desunida. E o pior de tudo, parece que até Amore está no complô!

Engraçado é que todos querem ir, mas todos também dificultam. Sendo que os «todos» eu ainda aceito, com exceção de Amore que, parece, está castigando a minha mísera paciência!
O entusiasmo mórbido dele chega a me tirar do sério.

E o engraçado é que eu estou me esforçando tanto pela família dele, coisa que, pelo jeito, nenhum deles sequer faz e ninguém está nem aí!... [Com a exceção da tia dele que mora na Alemanha e vamos visitar. Ela morou décadas na Itália e é muito dedicada a família como os sul-europeus são.]

Sem brincadeira nenhuma, essa situação chega até a me magoar!

É por isso, que nessas horas, eu sou grata, mais do que nunca, por ter nascido e crescido no Brasil, por que até a minha família Holandesa [por parte de pai] é assim! E dessa eu tenho muitas estórias pra contar!...
Dou graças que os meus pais, pelo menos, nesse aspecto se abriram para os valores familiares Brasileiros [ou sul-europeus] e nos ensinaram que família tem que ser unida...SEMPRE!...


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.:Holandesa:.

Terça-feira, Março 06, 2007

Fala sério...


Ontem eu entrei no msn do meu blog. Mal entrei e já tinha um monte de janelinha piscando [eu quase nunca entro!]. Uma delas era uma Brasileira de Fortaleza (26 anos) querendo mais informações sobre a vida aqui.
No vai e vem das perguntas e respostas, ela me perguntou quanto tempo se levava para aprender o Holandês. Eu disse que levava pelo menos um ano...

"Ah, mas não precisa ser perfeito ainda..." disse ela.
Eu:... nem depois de um ano será...
Ela:... mas, eu tenho facilidade pra línguas... Devo aprender em 6 meses então...
Eu: ... Eu também tenho facilidade para línguas, mas nada se compara ao Holandês [ok! O Alemão é comparável]. Mas, depois de 6 meses se fala Holandês de índio: "mi, tabajara, tu, tupi-guaraní..."


E assim foi a conversa, mas a moral da história é que com ela será diferente... como foi com todas nós, certo?

Agora fala sério... Alguém aqui já aprendeu o Holandês bom [sem ser perfeito] em 6 meses?... Depois de 6 meses de intensivo, eu me virava e não passava fome, mas falar bem o índioma, com boa pronúncia e pelo menos 5 frases seguidas sem erros e não ter ninguém olhando pra minha cara dizendo: "O que?!"... eu não conseguia mesmo!...

Dá para vocês serem sinceros e dizerem aqui quanto tempo vocês levaram pra dominar esse índioma?



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.:Holandesa:.

Mordendo a língua..


Vocês já passaram por algum momento que você se arrepende do que você acabou de dizer? Que você deveria ter mordido a língua dolorosamente em vez de ter aberto a boca pra falar besteira ou pagar um mico descabelado?
Pois é, acabei de aprontar uma dessas!...
Oh saco!



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.:Holandesa:.

Segunda-feira, Março 05, 2007

Detalhe matemático...


Venho, humildemente, comunicar que, depois de tomar muita coragem e me olhar no espelho, admitir e anunciar aqui neste cantinho, o meu pêso. Estou pesando solamente 75 quilos...

Enquanto que em dezembro, com toooodas aquelas festanças, eu tinha chego no auge de 85 quilos. Ou seja, estou agora com 10 à menos, sendo que 3 desses 10, eu nem conto por que depois das festas, eles desaparecem facilmente, mas os outros 7 foi tudo fechando à boca mesmo e seguindo as palavras de solução da Padeira.

E vejam bem, eu ainda não cheguei lá aonde eu quero, mas eu vou chegar!...
E quando eu chegar, eu colocarei o "antes" e o "depois". Palavra!...


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.:Holandesa:.

Enquanto isso...


Já é segunda-feira de novo... Mas pelo menos parece que eu sai do clima improdutivo que foi semana passada. Amém!
Eu simplesmente me sinto culpada e fico com a consciência pesada se o meu trabalho não vai pra frente. Simplesmente me tira do sério.

Na verdade, eu acho que eu estava precisando de um bom fim de semana. E o findi foi bom, mesmo que na tecla "forward".

O niver do Ed, irmão de Amore, foi tragável. Passei a noite do lado da minha sogra colocando os papos em dia. Meu sogro ficava o tempo todo tentando se aproximar, maaas ele já estava na bebida e eu pra variar, não suporto muito gracinha de alcoolizados.

E no domingo foi o dia de namorar, limpar a casa, cozinhar pro dia e pra semana e almoçar junta com a minha irmã Kika, o Kiko (meu cunhado) e o kikinho (meu sobrinho) e assistir tv.
Ficamos empolgados por que um canal Holandês prometeu passar pelo menos um resumo do Oscars, mas o resumo foi tããão resumido que deu até ódio!
Resultado: estou baixando a entrega dos Oscars inteirinho da internet.
Tá, não é a mesma graça que assistir no dia da transmissão, mas aqui nesse paizinho menor que a ilha do Marajó não deixa muitas outras opções.... arghh!!...



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.:Holandesa:.

Sexta-feira, Março 02, 2007

Oh semana!


Ainda bem que é sexta-feira! Não estou vendo a hora da semana terminar. Essa semana foi tão improdutiva que está me dando um ataque. Simpelsmente me tira do sério.
E quando eu estou assim, eu sinto como se eu estivesse precisando de férias para recarregar as energias e aumentar o meu nível de paciência.

E gente, eu estou precisando de sol, de luz, de calor! Esse tempo chuvoso e frio já encheu a sacola. Sem falar que eu estou tão pálida que falta pouco para eu mesma não me confundir com um fantasma.

Pelo menos a dieta até que está indo bem. Eu continuo evitando carboídratos [com exceção dos findis], mas ontem eu estava com taaaanta vontade de comer a minha macarronada Bolognesa, que como diria a Dri: se come chorando de tão boa que é, que eu não resistí. E a fiz e tava um e-s-p-e-t-á-c-u-l-o, tanto que Amore só faltou comer num balde. E eu realmente apreciei cada garfada, mas soube controlar a gula e ainda pesei a minha quantidade que nem manda a Dona Padeira. E hoje à noite eu e a minha irmã Inge, que também está fazendo dieta, vamos nos pesar e ver quantos quilos nos perdemos.... ai ai ai! ... Haja força de vontade!

E eu espero que o findi seja bom. Amanhã nós deveremos ir numa loja de banheiros em Veghel para nos orientarmos e termos idéias do que íremos fazer lá em casa.
E de noite, nós temos niver do irmão de Amore, o Ed.
Sinceramente, esses nivers Holandeses são horrorendos. O Ed é bacana e eu gosto dele, mas eu confesso que tomo distância da minha cunhada que é extramente invejosa e gosta de ser o centro das atenções em tudo, até mesmo no meu casamento.

E sinceramente, aniversário tradicional Holandês ninguém merece! Passar a noite sentada numa rodada de Holandeses, comendo tortinha de slagroom com café [essa eu rejeito com uma facilidade que só vendo!] e ouvindo as mesmas perguntas repetidas de todos os anos, entre elas a minha favorita: "Entre a Holanda e o Brasil, o que você prefere?" mesmo eu já estando aqui há quase 15 anos(!!) definitivamente já me enjoou!
Nessas horas, dependendo do meu estado de espírito [Holandês] e da pessoa [e o estado dela: entenda-se: de porre], eu tenho 3 respostas prontar para dar:

A- Quando há aniversário Holandês, eu prefiro o Brasil..

B- No futebol e em copas eu prefiro o Brasil

C- Vistes o filme A Escolha de Sofia? Em que ela tem que escolher entre dois filhos? Pois bem, escolher entre o Brasil e a Holanda é pra mim a mesma coisa...

Sendo que a resposta C, sempre foi a minha favorita, por que daí ninguém fala mais nada...
E vocês? Também tem alguma resposta programada para a mesma pergunta de sempre?...



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.:Holandesa:.

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